Ao menos 62 pessoas morreram no México, em uma onda de violência atribuída ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) após operação que resultou na morte de seu líder, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23/2) pelo ministro da Segurança do México, Omar García Harfuch.
O balanço oficial aponta que o conflito vitimou 25 membros da Guarda Nacional, um guarda penitenciário, um funcionário da Procuradoria-Geral e 30 criminosos durante os tiroteios intensos.Além disso, 30 suspeitos de integrar organizações criminosas morreram em confrontos em Jalisco e outros quatro no estado de Michoacán.
Ao todo, 70 pessoas foram presas em sete estados durante os atos violentos organizados por integrantes do cartel, conforme informou o ministro. “Estamos monitorando de perto qualquer tipo de reação ou reestruturação dentro do cartel que possa levar à violência”, declarou.

O líder do Cartel Jalisco Nueva Generación era um dos criminosos mais procurados do mundo e comandava o tráfico de fentanil para os Estados Unidos. Em resposta à sua morte, criminosos incendiaram veículos, atacaram 20 agências bancárias estatais e montaram pelo menos 21 bloqueios em rodovias estratégicas para paralisar o país e inibir a ação da polícia.
Escolas e transportes públicos foram suspensos em várias regiões por segurança. O aeroporto de Guadalajara teve relatos de tiros e voos cancelados. As embaixadas dos EUA e Canadá emitiram alertas para turistas e moradores evitarem deslocamento.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que espera a normalização das operações aéreas até esta terça-feira (24/2). Segundo ela, o governo federal atua em “absoluta coordenação” com as autoridades estaduais e, na maior parte do país, a situação é de normalidade. Sheinbaum tem rejeitado publicamente qualquer possibilidade de intervenção militar estrangeira, afirmando que ataques unilaterais violariam a soberania do país.
Quem era El Mencho
O chefe do CJNG nasceu em 17 de julho de 1966, na cidade de Aguililla, no estado mexicano de Michoacán. Segundo a agência antidrogas norte-americana, a DEA (Drug Enformecent Administration), El Mencho tinha 1,70 m de altura e pesava 68 kg.

Ex-policial, Oseguera liderava o CJNG, organização que se expandiu rapidamente na última década e passou a dominar rotas estratégicas do narcotráfico no México, com presença confirmada em alguns estados, como Jalisco, Colima e Veracruz, além de operações em outras regiões do país.
De acordo com a DEA, o grupo se consolidou como uma das organizações criminosas mais implacáveis do México, responsável pela produção e distribuição de drogas sintéticas, incluindo metanfetamina e fentanil, destinadas principalmente ao mercado norte-americano.
Fonte: Metrópoles e uol