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TARIFAS EM PAUTA

Lula critica tarifa dos EUA em artigo no Washington Post

Presidente brasileiro aponta prejuízos econômicos e ideológicos nas taxações

Teresinha Ferreira

26 de julho de 2026 às 12:28 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Lula critica política tarifária dos EUA contra o Brasil, alegando prejuízo para ambas as economias.
  • Afirma que as medidas têm caráter ideológico e visam interferir na política brasileira.
  • Menciona exclusão do Brasil como país amigável aos EUA por Marco Rubio.
  • Destaca que, apesar das tarifas, os EUA ainda têm superávit comercial com o Brasil.
  • Alerta que as tarifas desorganizariam cadeias produtivas e forçariam empresas brasileiras a trocar fornecedores americanos.
  • USTR impôs sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros por práticas comerciais ditas injustas.
  • Produtos afetados incluem ferro, aço, vestuário e farmacêuticos.
  • Lula classifica as tarifas como "erro estratégico" que prejudica consumidores e indústrias nos EUA.
  • Defende compromissos do Brasil com o meio ambiente, legislação online e o Pix, rebatendo críticas dos EUA.
  • Conclui com a disposição para diálogo e a importância da reciprocidade nas relações internacionais.

Agência Brasil Lula destacou que a decisão dos EUA tem um caráter ideológico
Lula destacou que a decisão dos EUA tem um caráter ideológico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a política tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil em artigo publicado no Washington Post neste domingo (26). Lula afirmou que as medidas são prejudiciais também à economia norte-americana e declarou que "o Brasil não será derrotado com base em mentiras".

Lula destacou que a decisão dos EUA tem um caráter ideológico, sugerindo que visa interferir na política brasileira e nas eleições. O artigo foi compartilhado em português nas redes sociais do presidente.

O presidente mencionou declarações de Marco Rubio, então secretário de Estado, que havia excluído o Brasil dos países amigáveis aos EUA na América Latina. O artigo reforça que, apesar das taxações desde abril de 2025, os EUA mantêm um superávit na relação comercial com o Brasil.

No médio prazo, como enfatizou Lula, as tarifas levarão à desorganização das cadeias produtivas integradas, obrigando empresas brasileiras a substituir fornecedores norte-americanos por outros parceiros.

Em julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas comerciais injustas.

Entre os produtos taxados estão ferro, aço, vestuário e produtos farmacêuticos. Lula rebateu dizendo que as tarifas são um "erro estratégico" que prejudica consumidores americanos e setores industriais dependentes de insumos brasileiros.

Lula também defendeu o compromisso do Brasil com o meio ambiente, a legislação contra crimes nas redes sociais e o Pix, refutando críticas americanas. Ele finalizou afirmando a disposição do Brasil para o diálogo, ressaltando a importância da reciprocidade nas relações internacionais.

Fonte: Agência Brasil