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REPERCURSSÃO

Governo Trump apaga vídeo racista contra o casal Obama e diz que foi "erro de funcionário"

A postagem, feita na rede social Truth Social, permaneceu no ar por quase 12 horas

Da Redação

Sexta - 06/02/2026 às 18:13



Foto: Reprodução CNN Donald Trump e Barack Obama e Michelle Obama
Donald Trump e Barack Obama e Michelle Obama

O governo de Donald Trump atribuiu a um "erro de funcionário" a publicação de um vídeo racista que retratava o ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle Obama, como macacos. A postagem, feita na rede social Truth Social, permaneceu no ar por quase 12 horas antes de ser removida nesta sexta-feira (6), após uma onda de indignação que uniu democratas e republicanos.

O vídeo, que utiliza imagens sobrepostas e dura cerca de um minuto, foca em teorias conspiratórias sobre as eleições de 2020. No final, os rostos do casal Obama aparecem nos corpos de primatas enquanto toca a música "The Lion Sleeps Tonight". Embora a Casa Branca tenha inicialmente minimizado o conteúdo como um "meme da internet", figuras proeminentes, como o senador republicano Tim Scott, classificaram a postagem como "a coisa mais racista" já vinda da atual gestão.

Publicação de Donald Trump em rede social gerou críticas ao retratar Barack e Michelle Obama de forma ofensiva 

Ben Rhodes, ex-conselheiro de Segurança Nacional e aliado próximo de Barack Obama, também condenou as imagens. "Deixem que Trump e seus seguidores racistas sejam assombrados porque os americanos do futuro verão os Obamas como figuras queridas, enquanto o estudam como uma mancha em nossa história", escreveu no X.

Obama é o único presidente negro na história dos Estados Unidos e apoiou a rival de Trump, Kamala Harris, na disputa eleitoral de 2024.

Este incidente não é isolado. No primeiro ano de seu segundo mandato, Trump tem intensificado o uso de Inteligência Artificial para atacar opositores. Anteriormente, imagens geradas por IA já mostraram Obama em trajes de presidiário e o líder democrata Hakeem Jeffries de forma pejorativa.

A polêmica ocorre em meio a uma agenda agressiva do governo contra políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Trump já encerrou programas federais de combate à discriminação e ordenou a retirada de livros sobre a história do racismo de bibliotecas militares, medidas que ele classifica como um combate à cultura "woke".

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