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RISCO CIBERNÉTICO NAS ELEIÇÕES

Especialistas alertam para riscos cibernéticos dos EUA nas eleições

Analistas veem possibilidade de influência eleitoral por meio de bigtechs e ações cibernéticas.

Teresinha Ferreira

18 de agosto de 2026 às 13:54 ▪ Atualizado há 6 horas

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  • Há preocupações sobre possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras por meio das bigtechs.
  • A administração Trump adotou medidas como aumenta de tarifas e cancelamento de vistos, indicando possíveis ações cibernéticas.
  • Memorando de Trump autoriza vigilância cibernética e parcerias com empresas privadas para acessar sistemas de informação sem autorização.
  • Especialistas alertam para espionagem e hackeamento visando favorecer candidatos específicos.
  • Operações cibernéticas podem manipular redes de telecomunicação e sistemas industriais, descredibilizando o sistema eleitoral.
  • Bigtechs são vistas como facilitadoras de desinformação, influenciando a percepção pública.
  • A estratégia dos EUA pretende consolidar sua influência na América Latina, com o Brasil sendo central nesse plano.

Agência Brasil Cibernéticos dos EUA nas eleições
Cibernéticos dos EUA nas eleições

Especialistas em geopolítica e tecnologia alertam para possível interferência dos Estados Unidos nas próximas eleições brasileiras. Há preocupação sobre manipulação através das bigtechs.

A escalada de medidas do governo de Donald Trump, como o tarifaço de 25% e o cancelamento de vistos de autoridades, sugere novas ações cibernéticas contra o Brasil.

Reynaldo Aragon, do Núcleo de Estudos Estratégicos, aponta que memorando recente de Trump autoriza o uso de bigtechs em "vigilância cibernética e efeitos cibernéticos".

Aragon destacou que esse documento permite parcerias com empresas privadas para acessar sistemas de informação sem autorização. "A espionagem e hackeamento atingem perfis privados para favorecer candidatos", afirma.

Operações cibernéticas podem atuar em redes de telecomunicação, sistemas industriais e causar "manipulação ou destruição" de informações.

O professor Euclides Vasconcelos avalia o risco de descredibilização do sistema eleitoral brasileiro por meio dessas técnicas. Ele menciona que as big techs são influentes e facilitam a difusão de desinformações.

O envolvimento dos EUA com as bigtechs tem relação com a doutrina de segurança que busca consolidar a América Latina sob influência estadunidense, segundo Vasconcelos. O Brasil é visto como peça essencial nessa estratégia.

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Fonte: Agência Brasil