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MUDANÇAS CLIMÁTICAS

El Niño deve intensificar e se estender até fevereiro de 2027

Organização Meteorológica Mundial alerta para possíveis impactos climáticos severos no período.

Teresinha Ferreira

08 de outubro de 2026 às 10:46 ▪ Atualizado há 50 minutos

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  • A OMM alertou que o El Niño deste ano deve se intensificar, alcançando o pico em dezembro e durando até fevereiro de 2027.
  • As temperaturas do mar no Pacífico central e oriental podem chegar a 3,7°C acima do normal entre outubro e dezembro.
  • Essa anomalia é maior que o recorde anterior de 2,6°C entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.
  • Celeste Saulo destacou que o oceano está excepcionalmente quente, liberando mais calor.
  • El Niño pode alterar padrões climáticos, causando secas em algumas áreas e chuvas intensas em outras.
  • As temperaturas globais médias atingiram recordes históricos, com agosto de 2023 empatando com julho como o mês mais quente.
  • O "super El Niño" pode resultar em até 451 mil mortes adicionais no mundo até fevereiro de 2027.

Agência Brasil El Niño
El Niño

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que o El Niño deste ano deve se intensificar, atingindo seu pico em dezembro, e há quase certeza de que durará até fevereiro de 2027. A informação foi divulgada no boletim climático mensal da agência nesta quinta-feira (8).

Segundo a OMM, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental podem atingir recordes de até 3,7 graus Celsius acima do normal entre outubro e dezembro. Essa anomalia é superior ao recorde anterior de 2,6°C registrado de novembro de 2015 a janeiro de 2016.

"O oceano está mais quente do que jamais medimos, oferecendo mais calor para ser liberado", afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM. O fenômeno climático, parte do ciclo El Niño-Oscilação Sul, é conhecido por aumentar as temperaturas globais e alterar padrões de chuva, causando secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

As temperaturas globais médias, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, atingiram 16,96°C em agosto, empatando com julho como o mês mais quente já registrado. Além disso, pesquisas do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago preveem que o "super El Niño" pode resultar em até 451 mil mortes adicionais no mundo, de junho a fevereiro de 2027.

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Fonte: Agência Brasil