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ECONOMIA

China expande presença na África para reduzir uso do dólar

Iniciativa permite transações com yuan no maior banco africano, o Standard Bank.

Teresinha Ferreira

05 de julho de 2026 às 12:00 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • A China está expandindo sua infraestrutura financeira na África para reduzir a dependência do dólar.
  • A iniciativa permite transações com moedas africanas e o yuan.
  • O Banco Central da China autorizou pagamentos em yuan no Standard Bank em parceria com o ICBC.
  • Apesar do uso limitado do yuan na África, essa ação é vista como estratégica.
  • O yuan ocupa a quinta posição globalmente nas transações financeiras, com 8,5% do comércio mundial.
  • A China, maior parceira comercial da África, isentou tarifas sobre importações africanas.
  • Pequim hesita em desdolarizar completamente devido às suas reservas em dólar.
  • Paulo Nogueira Batista Jr. sugere uma moeda de reserva global com moedas do Sul Global como alternativa ao dólar.
  • Essa mudança poderia reduzir a hegemonia do dólar, favorecendo economicamente países mais pobres.

China expande presença na África para reduzir uso do dólar

A China está ampliando sua infraestrutura financeira na África para diminuir a dependência do dólar. A iniciativa possibilita a comercialização de bens e serviços usando moedas africanas e o yuan.

Recentemente, o Banco Central da China autorizou pagamentos em yuan no Standard Bank, o maior grupo bancário africano, em parceria com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC).

Embora o yuan ainda seja pouco utilizado no continente, especialistas ressaltam que a iniciativa é um passo estratégico. Marco Fernandes, analista do Brics, afirmou que, apesar de tímido, o avanço do yuan está ampliando a possibilidade de transações sem o dólar.

“A China está criando uma base para futuras operações financeiras na África,” destacou Fernandes. Ele apontou que o yuan ocupa a quinta posição nas transações globais, com cerca de 8,5% do comércio mundial.

A China, como principal parceira comercial da África, isentou recentemente tarifas sobre importações africanas, fortalecendo ainda mais o comércio bilateral com o continente.

Apesar das tentativas de reduzir o uso do dólar, Pequim ainda reluta em promover uma desdolarização imediata devido às suas reservas em dólar e ao desejo de proteger a competitividade de suas exportações.

Segundo Paulo Nogueira Batista Jr., ex-vice-presidente do banco do Brics, uma alternativa viável ao dólar seria uma nova moeda de reserva global composta por uma "cesta" de moedas dos países do Sul Global.

O economista reforça que essa mudança gradual poderia trazer mais justiça econômica global, diminuindo o impacto econômico da hegemonia do dólar sobre os países mais pobres.

Fonte: Agência Brasil



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