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BRASIL CRITICA TARIFAS

Brasil critica tarifas dos EUA em reunião antes de decisão

Reunião destacou injustiça das tarifas horas antes do prazo final de Trump

Teresinha Ferreira

15 de julho de 2026 às 01:31 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O Brasil classificou como "injustas" as possíveis novas tarifas dos EUA sobre produtos nacionais.
  • A reunião aconteceu com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA.
  • Este foi o quinto encontro desde o acordo entre Lula e Trump para fomentar o diálogo comercial.
  • O Mdic critica a falta de fundamento técnico nas recomendações da USTR.
  • Possíveis sobretaxas incluem 25% sobre produtos brasileiros e 12,5% relacionadas ao trabalho forçado.
  • Novas tarifas podem prejudicar o acordo bilateral entre os países.
  • A decisão final sobre as tarifas será baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
  • Produtos afetados podem incluir aeronaves e produtos agropecuários, totalizando US$ 15 bilhões em exportações.

Agência Brasil O Mdic destacou em nota que as recomendações da USTR carecem de fundamento técnico
O Mdic destacou em nota que as recomendações da USTR carecem de fundamento técnico

O Brasil classificou como "injustas" as possíveis novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos nacionais, durante uma reunião de alto nível nesta terça-feira (14) com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA. O encontro ocorre na véspera do prazo final para a decisão do governo Trump sobre a adoção de sobretaxas.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), esta foi a quinta reunião desde que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump concordaram em formar um grupo de trabalho voltado ao diálogo comercial em maio.

O Mdic destacou em nota que as recomendações da USTR carecem de fundamento técnico, criticando a possível sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros e uma tarifa extra de 12,5%, ligada à investigação sobre trabalho forçado.

O governo ressaltou que qualquer nova sobretaxa "mostra-se injusta" e prejudica a formulação de um acordo bilateral adequado.

Além do Mdic, participaram do encontro o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Assessoria Especial da Presidência da República. Lula orientou que o diálogo com Washington seja mantido para evitar as tarifas.

As tarifas possíveis surgem de uma investigação da USTR baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que acusa o Brasil de práticas comerciais prejudiciais em áreas como comércio digital e combate ao desmatamento ilegal.

A decisão sobre a investigação e a lista de produtos afetados será anunciada nesta quarta-feira (15), incluindo aeronaves e produtos agropecuários, que juntos representam US$ 15 bilhões em exportações brasileiras.

Fonte: Agência Brasil