Relações Internacionais
Teresinha Ferreira
30 de junho de 2026 às 07:00 ▪ Atualizado há 2 horas
O Brasil está priorizando agendas pragmáticas com governos de direita na América Latina, como infraestrutura e energia. A mudança surge após vitórias de direitistas em países como Peru, Colômbia, Chile, Equador e Bolívia.
A estratégia evita conflitos ideológicos e fortalece relações bilaterais. Exceção fica para a Argentina, devido à postura hostil de Javier Milei ao governo brasileiro.
Um foco principal são parcerias de infraestrutura, conectando o Pacífico ao Atlântico, além da ampliação dos acordos energéticos, vitais após a crise no Irã.
Recentemente, o presidente chileno José António Kast mostrou interesse em reunião bilateral com Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do Mercosul.
Segundo o professor Roberto Goulart Menezes, da UnB, a situação geopolítica é delicada com a ascensão de extrema-direita, o que pode afetar cooperações ambientais, especialmente com a Colômbia.
O professor destaca que a colaboração em temas como Amazônia está abalada, refletindo na relação já estreita entre Brasil e Colômbia desde a cúpula da Amazônia em 2023.
Enquanto isso, a defesa da democracia regional e relações com a China, foco das investidas dos EUA, enfrentam novos desafios com o atual cenário político sul-americano.
O governo de Brasília reconhece dificuldades na cooperação multilateral, mas mantém confiança no Mercosul como um fórum regional relevante.
Fonte: Agência Brasil
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