EDUCAÇÃO EM GAZA
Teresinha Ferreira
21 de setembro de 2026 às 12:06 ▪ Atualizado há 1 hora
Milhares de crianças em Gaza retomaram as aulas presenciais depois de quase três anos. Estudantes enfrentam dificuldades em edifícios danificados ou tendas improvisadas.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) informou que 98% das escolas em Gaza sofreram danos durante a guerra. Aproximadamente 660 mil alunos foram privados do ensino presencial, segundo autoridades locais.
A reabertura das escolas ocorre em meio à devastação contínua na região, onde o conflito já resultou na morte de cerca de 22 mil alunos e mais de 770 educadores, de acordo com Ibrahim Ramadan, diretor de Educação de Khan Younis Oriental.
Estudantes como Moayed Abu Mustafa expressam determinação em continuar aprendendo, apesar das condições adversas. "Vamos aprender mesmo que seja em uma barraca", afirmou ele.
Adolescentes deslocados, como Samar Abu Salmi, vivem a realidade do ensino em condições precárias, muitas vezes sem materiais escolares básicos e enfrentando inflação nos preços de cadernos e outros itens.
Em resposta à situação, o Ministério da Educação da região, com apoio internacional, organiza escolas temporárias. Algumas possuem apenas colchões e quadros.
O avanço do ensino a distância continua sendo uma alternativa para aqueles que não podem frequentar presenciais, enquanto Israel mantém controle sobre grande parte de Gaza, apesar de um cessar-fogo que não trouxe estabilidade completa.
A situação econômica segue crítica, com restrições de importação agravando a escassez e elevando preços, como apontou Khaled Aliyan, comerciante local de artigos de papelaria.
Fonte: Agência Brasil