Política

CONVITE

Trump convida Lula para integrar Conselho de Paz sobre Gaza

Proposta inclui criação de órgão executivo para governança temporária de Gaza e exige aporte de US$ 1 bilhão dos países-membros

Da Redação

Domingo - 18/01/2026 às 08:49



Foto: Lula e Trump se encontram e buscam acordo
Lula e Trump se encontram e buscam acordo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “Conselho de Paz” para Gaza, iniciativa que faz parte de um plano mais amplo apresentado pelo republicano para encerrar o conflito entre Israel e o Hamas. O convite foi confirmado pelo Itamaraty e chegou ao governo brasileiro por meio da Embaixada do Brasil em Washington.

Até o momento, não há confirmação sobre a aceitação de Lula. Ainda assim, o gesto é visto como mais um sinal da reaproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a retirada de parte das tarifas impostas por Trump à importação de produtos brasileiros pelo mercado norte-americano.

Além do presidente brasileiro, outros líderes mundiais teriam sido convidados a compor o conselho, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi; e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

Segundo o desenho institucional apresentado pela Casa Branca, o Conselho de Paz ficará acima de outros órgãos executivos ligados à proposta. Trump atuará como presidente do grupo, que também contará com um Conselho Executivo Fundador e um Conselho Executivo de Gaza. Este último será responsável por supervisionar o trabalho do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), órgão encarregado da governança temporária do território e do processo de reconstrução.

Informações divulgadas pelas agências Bloomberg e Reuters apontam ainda que Trump propõe uma contribuição financeira de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) para que os países convidados possam permanecer no conselho. De acordo com um documento do governo dos EUA, cada Estado-membro teria mandato de até três anos, renovável a critério do presidente do conselho. O texto prevê exceção para os países que contribuírem com valores superiores a US$ 1 bilhão já no primeiro ano, que não estariam sujeitos ao limite inicial de três anos.

Até agora, nenhum palestino e nenhuma mulher foram anunciados como integrantes do grupo. A Casa Branca, no entanto, informou que novos nomes devem ser divulgados nas próximas semanas. A lista oficial dos membros do Conselho Executivo fundador de Gaza ainda não foi detalhada publicamente.

Fonte: Com informações da BBC

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