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DENÚNCIA

UESPI afasta servidor denunciado por assédio sexual em biblioteca

Estudante de Direito denunciou que sofreu assédio do servidor dentro da biblioteca da campus de Floriano

Da Redação

09 de setembro de 2026 às 13:40 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Um servidor da UESPI em Floriano foi afastado preventivamente por 60 dias após denúncia de assédio sexual por uma estudante.
  • A denúncia foi feita em 2 de setembro, envolvendo um incidente na biblioteca do campus.
  • O caso gerou protestos entre estudantes e professores, exigindo uma resposta da universidade.
  • Vários Centros Acadêmicos do campus manifestaram solidariedade às vítimas de assédio.
  • O afastamento, determinado pela Portaria PR nº 957, tem caráter cautelar e não é uma penalidade.
  • A universidade apoia a estudante e repudia o ocorrido, prometendo uma apuração séria e imparcial.
  • Medidas disciplinares serão consideradas após a investigação.
  • Detalhes sobre a denúncia e identidade dos envolvidos não foram divulgados.

Reprodução/Redes sociais Estudantes fizeram um protesto solicitando o afastamento do servidor
Estudantes fizeram um protesto solicitando o afastamento do servidor

Um servidor técnico-administrativo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Campus Dr.ª Josefina Demes, em Floriano, foi afastado preventivamente por 60 dias após uma estudante do curso de Direito denunciar um suposto caso de assédio sexual dentro da biblioteca da instituição. A denúncia foi registrada no dia 2 de setembro.

O caso provocou repercussão entre estudantes e professores e motivou protestos em frente ao campus na semana passada. Durante a manifestação, acadêmicos cobraram um posicionamento da universidade e uma apuração rigorosa da denúncia.

O Centro Acadêmico de Direito da UESPI de Floriano, juntamente com os Centros Acadêmicos de Enfermagem, História e Emília Ferreira, também divulgou uma manifestação de solidariedade às vítimas de assédio sexual nas dependências do campus.

O afastamento preventivo foi determinado por meio da Portaria PR nº 957, publicada no dia 4 de setembro. A medida atende a um requerimento da direção do Campus de Floriano e está relacionada ao processo administrativo instaurado para apurar a denúncia.

De acordo com a portaria, o afastamento tem caráter exclusivamente cautelar e foi adotado para garantir que a apuração seja conduzida com independência e imparcialidade, além de preservar o interesse público.

O documento ressalta que a medida não constitui uma penalidade disciplinar e não representa um julgamento antecipado sobre a responsabilidade do servidor. O afastamento começou em 4 de setembro e terá duração de 60 dias.

Universidade manifesta apoio à estudante

Em nota, a direção do Campus Dr.ª Josefina Demes confirmou o recebimento da denúncia e manifestou apoio e solidariedade à acadêmica do curso de Direito.

A universidade afirmou que condutas dessa natureza são incompatíveis com os princípios éticos que devem orientar o serviço público e as relações dentro da comunidade acadêmica. A estudante está sendo acompanhada pela Coordenação Pedagógica.

A direção também declarou repúdio ao episódio e afirmou que o caso será apurado com seriedade, respeitando as garantias legais de todas as partes envolvidas.

A universidade informou ainda que, ao final da apuração, serão adotadas as medidas disciplinares consideradas cabíveis. 

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o teor da denúncia ou a identidade da estudante e do servidor envolvidos.