APÓS 83 DIAS

Trabalhadores encerram greve e ônibus irão voltar a circular normalmente na segunda-feira

Os motoristas e cobradores passaram 83 dias de braços cruzados em Teresina


Ônibus em Teresina

Ônibus em Teresina Foto: Alinny Maria

Após quase três meses, os trabalhadores do sistema de transporte público de Teresina decidiram encerrar a grave. A categoria decidiu parar as atividades no dia 15 de maio de maio depois de tentar uma série de diálogos com os empresários para tentar sanar os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. Agora, a frota de ônibus vai circular normalmente na capital.

Apesar da suspensão da greve, os trabalhadores exigem que as empresas cumpram com os protocolos de segurança contra uma possível contaminação da Covid-19. Muitos profissionais acabaram sendo contaminados pelo novo coronavírus e outros até perderam a vida. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) alega que os profissionais não têm proteção fornecida pelas empresas como máscara de proteção facial e álcool em gel.

A decisão de encerrar a greve se deu numa assembléia geral extraordinária realizada na manhã deste sábado (08). A categoria volta as atividades na segunda-feira, porém reivindica que os patrões insiram no interior dos ônibus uma película protetora tanto para o motorista quanto para os cobradores, assim como também máscaras, álcool em gel, e as condições favoráveis para que possam trabalhar com segurança. 

Trabalhadores do transporte público decidem por encerrar a greve em Teresina

"Lamentamos que essa realidade que estamos passando com essa pandemia não tenha tocado aos empresários, mas não podemos desanimar e continuaremos firmes na defesa dos direitos dos trabalhadores, estamos de forma organizada preparando-se para enfrentar esse retorno, e o primeiro passo é pedir a intervenção da justiça para que as empresas respeitem os trabalhadores, e adotem os protocolos de segurança para evitar a disseminação do coronavírus, pois todos nós estamos com medo de sermos contaminados, não queremos que isso aconteça com os trabalhadores", disse Auri Dias, presidente do SINTETRO-PI.


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