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GREVE

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo país

Paralisação começou às 22h de quinta-feira (10) após categoria rejeitar proposta da empresa

Da Redação

11 de setembro de 2026 às 10:01 ▪ Atualizado há 53 minutos

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  • Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado desde 10 de agosto, após rejeitarem a proposta da empresa.
  • A paralisação foi aprovada em assembleias em todo o país, inclusive no Piauí.
  • Um dos principais pontos de conflito é a alteração no plano de saúde proposta pela empresa.
  • A categoria procura assegurar direitos trabalhistas e a manutenção do plano de saúde.
  • O Tribunal Superior do Trabalho mediou as negociações, mas sem acordo.
  • A greve ocorre em meio a uma crise financeira dos Correios, que acumulam 15 trimestres de prejuízo.
  • No primeiro semestre de 2026, o prejuízo foi de R$ 5,6 bilhões.
  • Correios pretendem contratar um empréstimo de R$ 7 bilhões para reforçar o caixa da empresa.
  • Em 2025, a empresa já havia recebido um empréstimo de R$ 12 bilhões.
  • Greve continua sem acordo entre trabalhadores e direção dos Correios.

Arquivo/Agência Brasil Trabalhadores dos Correios rejeitaram a proposta e aprovaram a greve em todo país
Trabalhadores dos Correios rejeitaram a proposta e aprovaram a greve em todo país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado desde as 22h de quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em praticamente todo o país, incluindo o Piauí, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa e as negociações da campanha salarial terminarem sem acordo.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí (SINTECT-PI) está entre as entidades que aprovaram a paralisação. A greve ocorre nesta sexta-feira (11) em meio a um impasse nas negociações salariais e sobre benefícios dos funcionários.

Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelos Correios e aprovaram a greve. Um dos principais pontos de conflito entre os trabalhadores e a direção dos Correios é o plano de saúde, que atende funcionários, aposentados e seus familiares.

Segundo a Findect, a empresa pretende alterar sua condição de mantenedora do plano. A categoria é contra a mudança e afirma que ela pode trazer riscos ao custeio e à garantia da assistência médica.

A decisão pela greve ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). De acordo com a federação, os trabalhadores buscaram uma solução negociada, mas não houve acordo sobre os pontos considerados fundamentais pela categoria.

Com a paralisação, os sindicatos cobram uma nova proposta da direção dos Correios e do governo federal, principalmente para preservar direitos trabalhistas e garantir a manutenção do plano de saúde.

Greve ocorre em meio a crise financeira

A paralisação acontece enquanto os Correios enfrentam uma grave crise financeira. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo.

No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões. Apesar do cenário, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor que o dos dois períodos anteriores: o primeiro trimestre de 2026 e o quarto trimestre de 2025.

No primeiro trimestre deste ano, os Correios haviam registrado o maior prejuízo de sua história. 

Para reforçar o caixa, os Correios aguardam a contratação de um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser concluído até 15 de setembro.

A operação deve envolver um consórcio formado pelos bancos Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. O financiamento já havia sido informado pela empresa nas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre, divulgadas no fim de agosto.

No final de 2025, os Correios receberam um empréstimo de R$ 12 bilhões para reforçar a situação financeira da estatal.

A greve segue por tempo indeterminado, enquanto trabalhadores e direção dos Correios permanecem sem acordo sobre as reivindicações da categoria.

Fonte: Findect