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"Protetor", compartilha fake sobre lei que trata da proteção de animais

Lei de autoria do deputado estadual Fábio Novo, na verdade, proíbe a execução de cães e gatos de rua saudáveis

Da Redação

Quarta - 26/02/2025 às 16:37



Foto: Reprodução Protetor acusa Fábio Novo de apresentar lei que autoriza entrega de animais ao Centro de Zoonoses
Protetor acusa Fábio Novo de apresentar lei que autoriza entrega de animais ao Centro de Zoonoses

O protetor de animais Fernando Machado, do Lar do Nando, está divulgando uma desinformação, afirmando que uma lei do deputado estadual Fábio Novo (PT) autoriza a entrega de animais ao Centro de Zoonoses para execução. O caso veio a tona após um gatinho resgatado ter sofrido a eutanásia no Centro, pois estava em "sofrimento intenso".

"A lei autoriza a entrega de animais ao Centro de Zoonoses. O problema é que o Centro de Zoonoses não é abrigo. Hoje o primeiro animal foi entregue no Centro de Zoonoses e poucos minutos após a entrega foi SACRIFICADO, sem realização de exames que atestem qualquer doença incurável e que cause risco à saúde humana. O animal tinha problema na coluna. No entanto, isso não configura motivo para que fosse MORTO pelo Poder Público. Afinal, quantos animais serão entregues à morte?", questiona o protetor Fernando Machado, em postagem compartilhada com o Instituto Pauta Animal Piauí.

A lei a que o protetor se refere é a de número 8.598, assinada pelo governador Rafael Fonteles no dia 4 de fevereiro e publicada na edição do Diário Oficial do Estado do dia 10 de fevereiro. 

Ao contrário do que o protetor afirma, a lei proíbe que cães e gatos de rua saudáveis sejam executados por órgãos de controle de zoonoses, canis e estabelecimentos semelhantes, a não ser em casos de males, doenças graves e enfermidades infectocontagiosas incuráveis que coloquem em risco a saúde dos seres humanos ou de outros animais.

Nesses casos, a eutanásia deverá ser justificada por laudo do responsável técnico dos órgãos, canis e estabelecimentos congêneres regulamentados pela Lei.

Ao Piauí Hoje, o deputado Fábio Novo destacou que a responsabilidade da morte do animal não é da Lei, e sim do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), já que os protetores alegam que não foi apresentado um laudo que atestasse a necessidade da eutanásia do animal.

O deputado também destaca que o CCZ é um órgão da Prefeitura de Teresina, que está sob o comando da médica veterinária Oriana Bezerra, conhecida entre os protetores de animais por ser uma incentivadora da eutanásia.

"Ao invés de cobrar a responsabilidade do Centro de Zoonoses, ele está acusando o deputado que apresentou uma lei para proteção dos animais. Os valores estão invertidos", disse Fábio Novo.

Segundo o texto da lei, caso o animal recolhido pelos órgãos de controle de zoonoses ou canis não se enquadre nas hipóteses em que é permitida a eutanásia, ele permanecerá à disposição do seu proprietário ou cuidador pelo prazo de 72 horas, oportunidade em que será esterilizado.

Assim, se o prazo acabar e o animal não for resgatado pelo proprietário, será disponibilizado para adoção e registro após sua identificação às entidades de proteção dos animais ou a pessoa física mediante a assinatura de termo integral de responsabilidade pelo adotante.

Confira o texto da lei aprovada:

animais.pdf

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