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INVESTIGAÇÃO

Ministério Público cobra explicações sobre morte de paciente no Hospital Areolino de Abreu

MPPI instaurou procedimento para verificar estrutura, protocolos de segurança e déficit de profissionais na unidade de saúde mental em Teresina

Da Redação

Quinta - 12/03/2026 às 08:43



Foto: Governo do Piauí Paciente foi encontrado morto dentro de ala do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina.
Paciente foi encontrado morto dentro de ala do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina.

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) instaurou um procedimento preparatório para apurar as condições de funcionamento do Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, após a morte de um paciente dentro da unidade. A vítima, identificada como Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, foi encontrada morta no dia 26 de fevereiro, data em que receberia alta hospitalar. A investigação foi aberta pela promotora de Justiça Débora Geane Aguiar Aragão, da 12ª Promotoria de Justiça da capital.

O Procedimento Preparatório nº 06/2026 tem como objetivo verificar se a estrutura e os protocolos adotados pela unidade hospitalar garantem a integridade física de pacientes e servidores.

No mesmo dia do crime, o Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) realizou uma vistoria no local e apontou a necessidade de investigação do caso, além da avaliação de possíveis riscos institucionais.

No dia 3 de março, foi realizada uma audiência extrajudicial nas dependências do hospital, com a presença da diretoria-geral e da diretoria administrativa da unidade. Durante a reunião, foram apresentadas informações sobre o funcionamento do hospital e detalhes do ocorrido.

Segundo a direção, o hospital funciona em regime de porta aberta, conta com cerca de 160 leitos de internação e mantém leitos de observação para atendimentos de urgência. Ainda de acordo com o relato apresentado, o paciente que morreu já havia recebido alta médica e aguardava a chegada de familiares quando foi agredido por outros pacientes durante a madrugada.

Após a audiência, a Promotoria requisitou ao hospital documentos encaminhados à Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) relacionados à necessidade de contratação de novos servidores. Também foi solicitada a lista nominal de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na unidade, incluindo profissionais afastados ou cedidos.

A direção do hospital se comprometeu a encaminhar um relatório detalhado sobre o déficit de pessoal, com destaque para a carência de técnicos de enfermagem e profissionais de serviços gerais.

Ainda no dia 3 de março, o MPPI enviou ofícios ao Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) e ao CRM-PI solicitando apoio técnico para a realização de inspeções e a elaboração ou atualização de protocolos de gerenciamento de risco e de crise.

Já no dia 4 de março, foi expedida a Recomendação Administrativa nº 04/2026, destinada à Sesapi, à direção-geral e ao diretor técnico do hospital. O documento orienta a elaboração e implementação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) específico para o gerenciamento de risco e de crises psiquiátricas.

O Ministério Público também marcou uma nova audiência extrajudicial para o dia 16 de março. Na ocasião, os responsáveis deverão apresentar as providências adotadas em resposta às recomendações.

Segundo a promotora Débora Geane Aguiar Aragão, o MPPI segue acompanhando o caso e adotando medidas para garantir a segurança e a qualidade do atendimento prestado na unidade hospitalar.

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Fonte: Com informações do MPPI

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