CORONAVÍRUS

Consulta pública vai definir retomada das atividades econômicas do Piauí, diz Wellington

Plano do governo prevê consulta pública para aprovação de um protocolo geral e outros 22 específicos para cada seguimento econômico


Apresentação do plano de retomada das atividades do Piauí

Apresentação do plano de retomada das atividades do Piauí Foto: Piauí Hoje

O Governo do Estado fará uma consulta pública para definir sobre a retomada das atividades econômicas do Piauí. O anúncio foi feito no início da tarde desta terça-feira (02) durante a apresentação do Plano de Retomada Organizada no Piauí (PRO Piauí). Em live, Wellington Dias disse que os setores de menor risco deverão ser liberados logo na primeira etapa do retorno. O retorno das atividades vai ocorrer em três fases.

A proposta considera o retorno de forma gradual, segmentada e regionalizada como bases estratégicas. O critério econômico possuiu menor peso para a tomada de decisão relativa a flexibilização e os setores de atividade foram classificados em alto, médio e baixo impacto. A indústria, construção civil, agropecuária e comércio serão as atividades que devem ser liberadas na primeira etapa do retorno. Os trabalhadores e empresários terão de se adaptar às novas exigências impostas pela pandemia, como a instalação de pias e sinalizadores de distância.

A flexibilização gradual tem o objetivo de garantir segurança para os empregos e clientes, que deverão se adaptar ao chamado "novo normal". O plano foi elaborado por técnicos das secretarias de Planejamento e Saúde e no total são 22 protocolos específicos para cada seguimento. Doze já foram definidos e 20 ainda estão sendo analisados. 

O isolamento social é a medida mais eficaz para conter a propagação do vírus, mas provocou grande estrago na economia, agravando ainda mais a crise que já se arrasta há pelo menos cinco anos. Desde o dia 19 de março, há 74 dias, foi decretado no Piauí o fechamento das atividades não essenciais.

De acordo com a  diretora da Vigilância Sanitária do Estado (Divisa), Tatiana Chaves, existe um protocolo geral que estabelece medidas para empregadores, proprietários e gestores, trabalhadores e clientes. "Esse protocolo tem como medidas as recomendações ao empregador desde a questão dos grupos de riscos, os EPIs que tem que ser utilizados, a questão dos resídios e as medidas sanitárias como alerta. O trabalhador também tem que cumprir medidas, que começam ao seu deslocamento de casa e até o retorno. Os clientes que vão buscar os serviços não essenciais vão receber a primeira orientação que é de ficar em casa. Mas caso haja a necessidade de sair, que ele se planeje de ir ao comércio e haja de forma bem objetiva", disse Tatiana Chaves.

Tatiana disse ainda que terão protocolos para empresas com menos de 20 funcionários e empresas com mais de 20 funcionários e que estes serão discutidos com a categoria.

Três fases para o retorno das atividades

FASE 1 - O governo vai reabrir 50% das empresas nesta fase. As empresas fazem parte do grupo de alto impacto e são as indústrias de transformação; construção, comércio; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

FASE 2 - Nesta fase serão reabertos mais 25% das empresas, chegando a 75%. A fase 2 compõe o grupo de médio impacto, que é composto pela administração pública, defesa e seguridade social; atividades administrativas e serviços complementares; educação; saúde humana e serviços sociais; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados; transporte, armazenagem e correio; alojamento e alimentação; atividades profissionais, científicas e técnicas; informação e comunicação; outras atividades de serviços; atividades imobiliárias; eletricidade e gás. 

FASE 3 - Na última fase será concluído o plano de flexibilização. Irão funcionar as atividades econômicas de baixo impacto, que são os relativos a artes, cultura, esporte e recreação; indústrias extrativas; água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação; serviços domésticos; organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais.

Durante a evolução entre as fases, haverá a avaliação epidemiológica no intervalo de 14 dias, em que será considerado o número de novos casos de Covid-19. O governador Wellington Dias disse que se houver uma evolução do ciclo da Covid-19, terá que suspender novamente as atividades econômicas.  As empresas/estabelecimentos liberadas devem se adaptar as novas regras sanitárias dos protocolos geral e específico do Estado para o controle da Covid-19.


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