O bazar solidário com produtos apreendidos e doados pela Receita Federal, realizado no Espaço Cajuína do Atlantic City, na zona Leste de Teresina, gerou insatisfação entre o público nesta terça-feira (6). Além do grande tumulto para acessar o espaço, muitas pessoas relataram frustração com a falta de produtos logo nas primeiras horas do evento e principalmente com os preços praticados, considerados semelhantes, ou até superiores, aos das lojas convencionais.
Segundo relatos, por volta das 9h muitas mesas já estavam praticamente vazias, restando poucas opções de compra para conseguiu entrar depois. Além disso, consumidores afirmam que os valores cobrados não condizem com a proposta do bazar, que anunciava produtos abaixo do preço de mercado.
“Entrei agora [9h]. Frustração enorme! Preços normais, até mais caro que as lojas”, disse a dona de Casa Maria Soares, que esteve no local pela manhã.

Entre alguns produtos observados pelo Piauí Hoje, estão roupas por R$ 100, mochilas por R$ 120, cortinas a partir de R$ 150, brinquedos a partir de R$ 50, fones de ouvido a partir de R$ 30, celulares a partir de R$ 450 e tabletes a partir de R$ 1.500.
A maioria das pessoas presentes no bazar não se agradaram com os valores fornecidos e muitas saíram de lá sem comprar nada. No entanto, teve também quem, mesmo considerando os preços altos, conseguiram fazer suas compras.

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O evento, que acontece das 8h às 17h e segue até a sexta-feira (9), disponibiliza itens como eletrônicos, roupas, perfumes, brinquedos e outros produtos. A entrada custa R$ 10 por pessoa, valor destinado integralmente a quatro instituições sociais: a Associação dos Cegos do Piauí (ACEP), a Ação Social Arquidiocesana (ASA), a Fundação Nossa Senhora da Paz e o Movimento pela Paz na Periferia (MP3).
A organização informou previamente que o acesso seria por ordem de chegada e que cada participante poderia realizar compras de até R$ 2 mil por CPF. No entanto, a alta procura logo no início do dia pode ter contribuído para o rápido esgotamento dos itens mais disputados.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Receita Federal ou da organização do bazar sobre as reclamações envolvendo a escassez de produtos e os preços praticados.