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NEGOCIAÇÃO

Atraso no pagamento da rede credenciada ao IASPI/PLAMTA volta ser tema de debate

A Sefaz recebeu uma nova proposta e vai levar ao governador para ser analisada

Alinny Maria

23 de agosto de 2019 às 12:30


CCOM Sede do Iaspi
Sede do Iaspi

 Mais uma vez o atraso nos pagamentos dos estabelecimentos credenciados pelo IASPI/PLAMTA foi tema de debate. Nessa quinta-eira (22), uma nova audiência foi realizada na Justiça Federal para buscar soluções para o problema. A audiência foi presidida pela juíza federal Marina Rocha Cavalcante Barros Mendes e ocorreu no Centro de Conciliação em Políticas Públicas da Justiça Federal.

O presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (SINDHOSPI), Jefferson Campelo, relatou que além do prazo de 60 dias, o pagamento ainda demora mais 10 dias para ser repassado da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) para o IASPI. “Estamos vivendo uma situação extremamente grave. Não são poucos dias de atraso como se diz. Todos nós temos compromissos, nós dependemos desses recursos e quando eles faltam, nós temos que financiar. Nós concedemos, de comum acordo com o secretário da Fazenda, um cronograma que eles não conseguem cumprir”, denuncia Jefferson Campelo.

 Representando a Sefaz, Antônio Luiz Soares Santos, informou que em razão das dificuldades financeiras do Estado, os valores a serem retidos não existem materialmente, uma vez que, o pagamento da remuneração do servidor é apenas do montante líquido.

O promotor de Justiça, Fernando Santos, ponderou que é preciso organizar e dar transparência ao IASPI, que é uma autarquia e tem autonomia para gerir seus próprios recursos, mas na prática fica a depender de deliberações financeiras do Estado para o pagamento dos servidores. “No ano de 2017, o Estado deixou de repassar ao IASPI 93 milhões de reais. No ano de 2018 foram 104 milhões de reais que o Estado deixou de repassar. Se o Estado repassa regularmente esses recursos ao IASPI, a situação do Instituto era outra. Seja para pagamento em dia da rede credenciada, seja para perspectiva futura de fazer um controle maior dos próprios recursos do IASPI”, destacou.

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Na audiência foi formulada uma proposta para ser submetida ao Estado, que envolve a adoção de todas as providências, incluindo a requisição de nota fiscal, dentro do prazo de 60 dias, previsto no contrato, sem a necessidade de aguardar o aval da Secretaria de Fazenda. O Estado também se comprometeria a repassar mensalmente, dentro do prazo de 60 dias, o montante decorrente das contribuições consignadas em folha de pagamento e descontadas dos contribuintes.

A Sefaz solicitou um prazo para consultar o governador Wellington Dias e uma nova audiência pública foi marcada para o dia 17 de setembro, ocasião em que o Estado irá confirmar se aceita a proposta.

“Vemos esta audiência como uma luz no final do túnel. Temos agora o Ministério Público Federal envolvido no processo e também vemos com bons olhos o fato da Secretaria de Fazenda se comprometer, de certa forma, a conversar e discutir com o Governo do Estado, com o intuito de preservar esses recursos para que eles cheguem ao IASPI. Nós temos a esperança de que a gente possa dar cumprimento ao cronograma que foi discutido anteriormente”, pontou Jefferson Campelo.

Participaram da reunião o SINDHOSPI, Ministério Público do Estado do Piauí, Procuradoria da República no Piauí, OAB Piauí, IASPI e Secretaria Estadual da Fazenda.

Fonte: SINDHOSPI