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Lula sanciona lei para impulsionar futebol feminino no Brasil

Nova legislação estabelece diretrizes para clubes e prevê inclusão feminina no esporte

Teresinha Ferreira

28 de setembro de 2026 às 15:09 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O presidente Lula sancionou uma lei para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.
  • A Lei nº 15.522 estabelece responsabilidades para o Estado, CBF e clubes de futebol.
  • A legislação garante que clubes formadores de atletas mantenham uma equipe feminina.
  • Organizações de futebol feminino terão os mesmos direitos que as do masculino.
  • O Ministério do Esporte deve promover a participação de meninas e apoiar equipes.
  • Serão criados protocolos contra racismo, discriminação e violência na modalidade.
  • Haverá parcerias entre escolas, universidades e clubes para formar novos talentos.
  • A lei altera a Lei das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), exigindo a formação de atletas femininos por clubes que optem por esse modelo.
  • A sanção é estratégica para a Copa do Mundo Feminina de 2027, a ser realizada no Brasil.
  • Um plano de legado social, esportivo e financeiro está previsto para o evento.

Agência Brasil Futebol feminino no Brasil
Futebol feminino no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (28), uma nova lei que estabelece diretrizes nacionais permanentes para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil. A Lei nº 15.522 apresenta responsabilidades para o Estado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes.

“Nós queremos que as mulheres conquistem espaço em todo mercado de trabalho, toda atividade política, em toda atividade profissional e toda atividade esportiva. Não há porque a mulher ser tratada de forma inferior”, afirmou Lula.

A legislação exige que clubes formadores de atletas mantenham uma equipe feminina e concede às organizações do futebol feminino os mesmos direitos que as do masculino. Caberá ao Ministério do Esporte estimular a participação de meninas e o fortalecimento de competições em todas as idades, além de apoiar equipes profissionais e de base.

O ministério também deverá colaborar com clubes e a CBF para criar protocolos contra racismo, discriminação e violência, abrangendo atletas, árbitras, treinadoras e outras profissionais do futebol. Parcerias entre escolas, universidades e clubes para formação de novos talentos também estão no plano.

A nova lei altera a Lei das Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), exigindo que clubes que desejam se tornar SAF formem atletas femininos e masculinos, ou apenas femininos. “A mudança dá respaldo legal à formação de atletas profissionais por estruturas empresariais dedicadas exclusivamente ao futebol feminino”, segundo o governo.

O projeto de lei foi enviado ao Congresso Nacional em setembro de 2025 e finalizou sua tramitação no Legislativo em 2 de setembro, sendo aprovado na Câmara e no Senado e, em seguida, sancionado.

A sanção ocorre antes da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho, em cidades como Belo Horizonte, Brasília, e Rio de Janeiro. O texto prevê a elaboração de um plano de legado social, esportivo e financeiro para o evento.

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Fonte: Agência Brasil