O Piauí começou a semana com 142 focos de queimadas, caindo para quarto lugar na região Nordeste. As informações são do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), órgão vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora as queimadas em todo o Brasil.Segundo o CPTEC, o estado que apresenta o maior número de queimadas nesta segunda-feira (17) é o Maranhão, com 738 focos, seguido da Bahia, com 433, e do Ceará, com 221. Em todo o Brasil, existem hoje 1.958 focos de queimadas.Este ano, o CPTEC registra um aumento de 36% no número que queimadas no Piauí em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 3.896 focos. O menor número de queimadas no Estado foi registrado em 2006, quando foram registrados 3.296 focos. O maior número ocorreu em 2004, com 9.372.As queimadas são mais freqüentes no período que vai de maio a dezembro, dependendo da região do país. Elas são feitas para limpar a terra e prepará-la para o plantio, mas também oferecem vários impactos negativos, tanto para o produtor como para quem vive próximo às áreas onde elas ocorrem.Segundo especialistas, o agricultor que usa a queimada para sua plantação acaba tendo um benefício imediato, mas com um conseqüente prejuízo a médio e longo prazo. Após a queimada, o produtor tem um ano ou dois anos de boa produtividade, já que o processo acaba concentrando alguns nutrientes importantes para a plantação como o fósforo. Mas, nos anos seguintes, fica constatada uma perda excessiva dos nutrientes.Pesquisa da Embrapa mostra que, em sete anos, são perdidos 96% de nitrogênio, 76% de enxofre, 47% de fósforo, 48% de potássio, 35% de cálcio, e 40% de magnésio em uma capoeira, nome dado à área queimada após a colheita.Para tentar recuperar essas perdas, o agricultor deve deixar a área que foi plantada descansando. Com esse repouso, surge uma nova vegetação que trará uma certa reposição dos nutrientes perdidos. Outro problema das queimadas é que elas são uma porta aberta para a propagação de incêndios. Para evitá-los, é necessário fazer uma queimada controlada.Outro impacto negativo da queimada é a poluição atmosférica que ela provoca. Os cientistas apontam as queimadas como as responsáveis por cerca de 70% das emissões de gás carbônico do Brasil.Além disso, os postos de saúde e hospitais acabam recebendo muito mais pacientes com problemas como asma, bronquite e hipertensão no período das queimadas.
Fonte: Ibama