Educação

INCLUSÃO ESCOLAR

Aluno autista supera seletividade alimentar com apoio da merenda escolar no Piauí

João Pedro passou a consumir novos alimentos após acompanhamento e rotina alimentar nas escolas da rede estadual

Da Redação

10 de maio de 2026 às 16:53 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A merenda escolar no Piauí está contribuindo para a alimentação saudável de estudantes da rede pública.
  • João Pedro, um aluno autista, expandiu seu cardápio com o apoio das escolas e equipe de alimentação escolar.
  • A mãe de João, Jeane Oliveira, sempre priorizou uma alimentação saudável em casa, mas esbarrava na seletividade alimentar do filho.
  • Na escola, João Pedro passou a consumir alimentos como feijão preto, melancia e café com leite, além de cuscuz com ovo e arroz com cenoura.
  • Essa introdução de novos alimentos na escola está ajudando a incluir esses alimentos também na rotina familiar de João.
  • A seletividade alimentar é comum em pessoas com TEA, podendo ser influenciada por textura, cheiro, sabor ou aparência dos alimentos.
  • Especialistas afirmam que acompanhamento nutricional e acolhimento escolar facilitam o desenvolvimento alimentar de crianças com TEA.
  • A rede estadual do Piauí investe em cardápios saudáveis e acompanhamento de nutricionistas para promover inclusão e hábitos alimentares equilibrados.

Funcionária da rede estadual entrega alimentação escolar no Piauí
Funcionária da rede estadual entrega alimentação escolar no Piauí

A merenda escolar beneficia a alimentação de estudantes da rede pública do Piauí. Um dos exemplos é o de João Pedro, aluno autista da rede estadual, que passou a aceitar novos alimentos com o apoio das escolas e da equipe de alimentação escolar.

A mãe do estudante, Jeane Oliveira, conta que sempre buscou manter uma alimentação saudável em casa, evitando produtos processados e ultraprocessados. Mesmo assim, a seletividade alimentar do filho limitava bastante o consumo de determinados alimentos.

Foto: Arquivo pessoal

Com a convivência escolar e o incentivo durante as refeições, João Pedro começou a ampliar gradualmente o cardápio. Em uma escola de Caxias, ele passou a consumir feijão preto, melancia e café com leite. Já no Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Dina Soares, novos alimentos foram incorporados à rotina, como cuscuz com ovo e arroz com cenoura.

São alimentos que a escola conseguiu introduzir na alimentação dele e que a gente está consumindo em casa também. O cardápio elaborado ajuda, porque ele já sabe o que vai comer. Isso diminui a resistência e facilita a inclusão de novos alimentos.

A seletividade alimentar é uma condição comum entre pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e pode causar resistência a alimentos por questões de textura, cheiro, sabor ou aparência. Especialistas apontam que o acompanhamento nutricional e o acolhimento no ambiente escolar podem contribuir para o desenvolvimento alimentar e social das crianças.

Segundo o Governo do Piauí, a rede estadual tem investido em cardápios mais saudáveis e no acompanhamento de nutricionistas para fortalecer a alimentação escolar. A proposta busca incentivar hábitos alimentares equilibrados e tornar a escola um espaço mais inclusivo para estudantes com necessidades específicas.

Foto: Ascom Seduc

Fonte: Governo do Piauí



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