Economia

NO BOLSO

Teresina tem uma das cestas básicas que mais encareceram no Brasil em dezembro

A carne bovina e a batata foram os principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta básica no Brasil

Da Redação

Quinta - 08/01/2026 às 15:19



Foto: Tânia Rego/Agência Brasil Compras no supermercado (foto ilustrativa)
Compras no supermercado (foto ilustrativa)

O bolso do teresinense sentiu o peso da inflação de alimentos no encerramento de 2025. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, Teresina está entre as capitais brasileiras com as maiores altas de preços em dezembro, registrando um aumento de 1,39% no custo dos itens essenciais.

O avanço na capital piauiense só foi superado por Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%) e Brasília (1,54%), colocando Teresina em um cenário de pressão inflacionária superior à média de boa parte do país. No total, a cesta ficou mais cara em 17 capitais brasileiras no último mês do ano.

Vilões da alta: carne e batata

Segundo o levantamento, o principal responsável pelo encarecimento da mesa foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. A alta é reflexo de uma oferta restrita no mercado e do aumento da demanda, tanto no Brasil quanto para exportação.

Outro item que pesou no orçamento foi a batata, que teve alta em quase todo o país (exceto Porto Alegre). O fim da colheita e o período de chuvas foram os fatores que encareceram o produto, chegando a variações extremas em outras capitais, como o Rio de Janeiro, onde subiu 24,10%.

Apesar da alta, os valores nominais mais baixos da cesta continuam concentrados no Norte e Nordeste, com Aracaju (R$ 539,49) e Maceió (R$ 589,69) no topo da lista das mais baratas. No outro extremo, São Paulo segue com a cesta mais cara do Brasil, custando R$ 845,95.

Com base nesse valor mais alto, o Dieese estima que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família brasileira deveria ter sido de R$ 7.106,83 em dezembro, o que equivale a 4,68 vezes o mínimo atual de R$ 1.518,00.

Fonte: Agência Brasil

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