Economia

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Senado aprova incentivos fiscais para data centers no Brasil

Projeto avança com isenção de tributos e estímulo ao uso de energia renovável

Teresinha Ferreira

02 de setembro de 2026 às 00:21 ▪ Atualizado há 54 minutos

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  • O Senado aprovou o projeto de lei que cria incentivos fiscais para data centers no Brasil.
  • O PL 278/2026 prevê o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).
  • Impostos como Importação, IPI, PIS/Cofins serão suspensos, reduzindo tributos em R$ 5,2 bilhões em 2026.
  • O projeto é prioritário e aprovado em regime de urgência pelo Senado.
  • Desenvolverá a economia digital, já que 60% dos dados do país são processados no exterior.
  • Multas serão destinadas ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente.
  • Empresas devem usar energias renováveis e manter tributos em dia para participar.
  • O projeto isenta impostos na compra de equipamentos de TI sem equivalentes nacionais.
  • Alterações técnicas da Câmara foram aceitas, avançando para sanção.

Senado Notícias incentivos fiscais para data centers no Brasil
incentivos fiscais para data centers no Brasil

O Senado aprovou, nesta terça-feira (1°), o projeto de lei que estabelece incentivos fiscais para a instalação de data centers no Brasil. O PL 278/2026 segue agora para sanção presidencial.

A proposta cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que suspende impostos como Importação, IPI, PIS/Cofins e PIS/Cofins-Importação. Espera-se uma redução tributária de R$ 5,2 bilhões em 2026, com valores caindo nos anos seguintes.

Considerado prioridade no esforço legislativo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o projeto foi aprovado em urgência para não perder o foco do debate parlamentar. Segundo o senador Cid Gomes, relator do texto, mudanças de redação foram feitas para facilitar a aprovação sem necessidade de retorno à Câmara.

A medida é vista como passo crítico para desenvolver a economia digital no Brasil. Dados do Ministério da Fazenda indicam que 60% dos dados usados no país são processados no exterior, o que ameaça a soberania nacional e a competitividade.

Astronauta Marcos Pontes destacou os benefícios econômicos imediatos, enquanto Teresa Leitão elogiou a destinação das multas para o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente.

Empresas participantes terão contrapartidas, como o uso de energias renováveis, e devem manter tributos em dia para se qualificar. Benefícios incluem isenções para aquisição de equipamentos de TI sem fabricação nacional equivalente.

A Câmara apresentou emendas, mas só alterações técnicas foram aceitas. Assim, o projeto avança para fortalecer a infraestrutura digital no país enquanto se busca equilibrar incentivos e responsabilidades ambientais.

Fonte: Senado Notícias