Polícia

AMEAÇA À JUSTIÇA

Investigado por homofobia contra o irmão é preso suspeito de ameaçar juíza em Teresina

Segundo a Polícia Civil, homem foi ao fórum, teria perseguido a magistrada e enviado mensagens e áudios em tom de ameaça

Da Redação

22 de setembro de 2026 às 14:27 ▪ Atualizado há 36 minutos

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  • Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, 48 anos, foi preso preventivamente em Teresina.
  • Ele é investigado por ameaçar e perseguir uma juíza ligada a processos de homofobia contra ele.
  • Cassimiro teria procurado a juíza no fórum e enviado mensagens ameaçadoras após conseguir seu número.
  • Ele admitiu o envio das mensagens durante interrogatório policial.
  • Cassimiro alegou à imprensa que a juíza "agiu de má-fé".
  • Após a prisão, será encaminhado ao sistema prisional.
  • Além disso, há investigações por homofobia contra seu irmão, com quem disputa uma herança.
  • A orientação sexual do irmão teria intensificado o conflito familiar.
  • Ele também teria ameaçado a delegada responsável pelo caso de homofobia.

Bruno Suênnio Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos
Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos

Um homem identificado como Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (22), no bairro Dirceu, na Zona Sudeste de Teresina. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por ameaçar, perseguir e ofender uma juíza responsável por processos nos quais ele responde por suspeitas de homofobia.

De acordo com o delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop), Cassimiro teria procurado a magistrada pessoalmente no fórum e, posteriormente, conseguido o número de telefone particular dela. A partir daí, segundo a investigação, passou a enviar mensagens e áudios com conteúdo considerado ameaçador, além de fazer acusações contra a juíza.

Ainda segundo Tales Gomes, o suspeito teria ido ao fórum e feito acusações contra a magistrada na presença de outras pessoas. Depois, teria utilizado o número pessoal dela para continuar os contatos.

Suspeito admitiu envio das mensagens

Após ser preso, Cassimiro inicialmente se recusou a ser ouvido por uma delegada e, segundo a Polícia Civil, afirmou que só prestaria depoimento a um policial homem.

Em seguida, ele foi interrogado pelo delegado Tales Gomes. Durante o depoimento, conforme a polícia, admitiu ter enviado as mensagens à juíza e confirmou que esteve no fórum onde ela trabalha.

Um aparelho celular também foi apreendido durante o cumprimento do mandado de prisão.

Ao deixar a Delegacia-Geral, Cassimiro falou com a imprensa e afirmou que a magistrada teria “agido de má-fé” com ele.

Após os procedimentos policiais, ele será encaminhado ao sistema prisional.

Investigação envolve caso de homofobia contra o irmão

Além da investigação relacionada às ameaças à juíza, Cassimiro responde a outro procedimento por suspeita de homofobia contra o próprio irmão.

Segundo o delegado, o conflito entre os familiares teria começado por causa de uma disputa envolvendo uma casa deixada como herança. A investigação aponta que a orientação sexual do irmão teria contribuído para o agravamento do desentendimento.

Ainda conforme o delegado, durante o primeiro procedimento, que tramitava na Delegacia de Direitos Humanos, Cassimiro também teria feito ameaças contra a delegada responsável pela investigação. Diante da situação, o caso foi comunicado ao delegado-geral, que designou Tales Gomes para conduzir os trabalhos.

A Polícia Civil continua investigando os casos para esclarecer as condutas atribuídas ao suspeito.

Fonte: PC-PI