Economia

NOVO SALÁRIO

Salário mínimo de R$ 1.621 começa ser pago a partir desta segunda-feira (2)

Reajuste de 6,79% já aparece no contracheque de janeiro e influencia benefícios do INSS, seguro-desemprego e contribuições previdenciárias

Da Redação

Segunda - 02/02/2026 às 08:23



Foto: Reprodução/internet Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago aos trabalhadores e impacta benefícios sociais em todo o país.
Novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago aos trabalhadores e impacta benefícios sociais em todo o país.

O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, entra oficialmente em vigor nesta segunda-feira (2) e começa a ser pago aos trabalhadores brasileiros. O valor pode ser conferido no contracheque referente ao mês de janeiro.

O reajuste foi estabelecido pelo Decreto nº 12.797/2025 e representa um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103 em relação ao valor anterior. A correção segue a política de valorização do salário mínimo, que leva em conta a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando os limites definidos pelo arcabouço fiscal.

A regra fiscal limita o ganho real a 2,5% acima da inflação do ano anterior, mesmo com o crescimento econômico superior a esse percentual.

Pagamento para aposentados e pensionistas

Os aposentados e pensionistas do INSS começaram a receber o novo valor desde o último dia 26 de janeiro. O calendário de pagamentos segue até sexta-feira (6), de acordo com o número final do cartão do benefício, sem considerar o dígito verificador.

Valor do salário mínimo em 2026

Mensal: R$ 1.621

Diário: R$ 54,04

Hora: R$ 7,37

Como foi calculado o reajuste

Inflação pelo INPC: 4,18%

Crescimento real do PIB: 3,4%

Ganho real limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal

Reajuste total: 6,79%

Impacto econômico e social

De acordo com o Dieese, o novo salário mínimo impacta diretamente cerca de 61,9 milhões de brasileiros. A elevação deve movimentar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.

Ao considerar o reajuste do mínimo somado à isenção do Imposto de Renda, o governo federal estima um impacto total de R$ 110 bilhões na economia. Em contrapartida, o aumento gera um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Siga nas redes sociais

Compartilhe essa notícia: