Economia

COPOM

Redução de 0,25% na Selic é vista como insuficiente por entidades

Decisão do Copom de reduzir a taxa para 13,75% ao ano é considerada conservadora

Teresinha Ferreira

16 de setembro de 2026 às 20:37 ▪ Atualizado há 1 dia

Ver resumo
  • A taxa Selic foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano pelo Copom.
  • A redução foi considerada "tímida" por entidades industriais e trabalhistas.
  • A CNI criticou o excesso de cautela do Copom, destacando a desaceleração da inflação.
  • A CUT viu o corte como um passo importante, mas ainda insuficiente.
  • A Força Sindical mencionou que o corte foi "um balde de água fria" para o setor produtivo.
  • A CBIC ressaltou que a Selic ainda representa desafios para o crédito e investimentos na construção.

Agência Brasil Queda na taxa de selic
Queda na taxa de selic

A redução de 0,25% na taxa Selic, anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, foi vista como "tímida" por entidades industriais e trabalhistas. A taxa passou de 14% para 13,75% ao ano.

Após o anúncio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou que existe um excesso de cautela por parte do Copom, mesmo com a inflação em queda nos últimos meses. "Há trajetória de desaceleração da inflação, agora em 4,22% nos últimos 12 meses até agosto, com a meta de 3% ao ano sendo possível", afirmou a CNI.

Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou a necessidade de continuar o corte nos juros. "É essencial que o Banco Central continue a redução da Selic. Manter elevados os juros onera excessivamente a economia", declarou Alban, reiterando que o juro real permanece alto.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) considerou o corte "um passo importante, mas insuficiente". Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, comentou que a queda da Selic criaria um ambiente favorável para um crédito mais acessível mesmo com um atraso no repasse ao consumidor.

Para a Força Sindical, o corte foi "tímido", representando um "balde de água fria" para o último trimestre do ano. A central criticou o elevado custo do crédito que, segundo eles, se mantém em níveis proibitivos para o setor produtivo.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontou que, embora a redução seja positiva, a Selic ainda impõe desafios ao setor produtivo, limitando a retomada de crédito e investimentos. Eduardo Almeida, presidente da CBIC, destacou o desafio que o atual patamar de taxa de juros representa para o setor da construção, que necessita de estabilidade e previsibilidade para novos projetos.

Notícias relacionadas

Fonte: Agência Brasil