PRODUÇÃO

Projeto distribui mini franquias de produção de azeite do coco babaçu nas zonas rurais

O projeto é administrado pela FADEX e distribui equipamentos desenvolvidos pela UFPI, além de realizar treinamentos e plano de negócios.


Mini Fábrica de Babacu

Mini Fábrica de Babacu Foto: Divulgação

O projeto de Mini Franquias Sociais na Cadeia Produtiva do Coco Babaçu administrado pela Fundação Cultural e de Fomento à Pesquisa, Ensino, Extensão e Inovação (FADEX), da Universidade Federal do Piauí (UFPI) tem feito a diferença na vida da população da zona rural do Piauí.  Isso porque por meio do projeto, de forma gratuita, os moradores recebem equipamentos e participam de treinamentos para a produção de azeite extravirgem e a separação das demais partes do coco babaçu para o uso em diversos produtos.

Além disso, recebem também as mini franquias, que incluem um local de trabalho, que contempla uma estrutura metálica com teto, porta e janelas, além de servir de abrigo para os equipamentos.

As ferramentas possibilitam o reaproveitamento do coco babaçu, possibilitando a produção de azeite extravirgem e a separação das demais partes do coco voltados para os mais diversos produtos, como fabricação de cosméticos. Até o momento foram entregues três mini franquias para a comunidade, sendo que uma delas foi instalada na Comunidade Terapêutica Fazenda da Paz - Feminina. Além disso, mais outras três mini franquias estão sendo confeccionadas na metalúrgica.

De acordo com o vice-coordenador do projeto e professor da UFPI, Francisco Francielle Pinheiro, o projeto ocorre através de uma parceria entre o grupo de pesquisa Grupo de Estudos Avançados em Processos Industriais (GEAPI), do curso de Engenharia de Produção da UFPI e a empresa Babcoall.  

“A empresa Babcoall propôs todo o projeto com a ideia do desenvolvimento de ferramentas que auxiliassem as quebradeiras de coco. No entanto, precisava da parte técnica do desenvolvimento do maquinário e foi aí que a UFPI entrou. O grupo de pesquisa GEAPI desenvolveu o projeto das ferramentas, que foi encaminhado para a metalúrgica que confeccionou o material”, afirmou Francisco.  

O CEO da Babcoall, Tiago Patrício, relatou que o projeto partiu da necessidade de uma maior produção do azeite extravirgem do coco babaçu e seus derivados. “O grande problema de trabalhar com o coco babaçu é a pequena cadeia produtiva. Então, desenvolvemos o projeto que trabalha com mini produções no meio rural, para que qualquer indústria que viesse a trabalhar tivesse matéria prima em escala e de qualidade. O recurso veio do Senado, viabilizado Regina Sousa, e administrado pela FADEX, que administra o projeto”, explicou.

A semente do coco babaçu é a matéria prima para diversos produtos manufaturados e também para a alimentação. A palmeira do coco babaçu pode ser encontrada no estado do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí. Tudo é aproveitado, desde a folha da palmeira até o próprio coco. A coleta do coco babaçu faz parte da cultura brasileira e é realizada geralmente pelas mulheres das comunidades extrativistas, conhecidas como “quebradeiras de coco”.  

“O projeto é de extrema importância, pois reativa a cadeia produtiva do babaçu. Importante citar que o projeto não concorre com a cultura das quebradeiras de coco, mas vem justamente trazer a elas melhores condições de trabalho, fazendo com que suas filhas e netas deem continuidade a cultura”, disse o vice-coordenador do projeto.

Fonte: Cinara Taumaturgo

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