Tarifaço e divergências comerciais
Da Redação
14 de julho de 2026 às 15:31 ▪ Atualizado há 1 hora
O prazo para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros vence hoje, sem previsão de acordo entre o Brasil e os Estados Unidos. A medida faz parte das exigências do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
As negociações estão emperradas pela recusa do Brasil em modificar o Pix e pela resistência dos EUA em reduzir a sobretaxa sobre o açúcar brasileiro em troca de ajustes na tarifa de etanol.
Especialistas, como o professor da USP Paulo Borba Casella, acreditam que a medida é mais política do que econômica, considerando-a parte da estratégia dos EUA para fortalecer sua influência regional, em oposição à crescente influência chinesa na América Latina.
O professor Alexandre Pires, do Ibmec-SP, afirma que o governo Trump está pressionando países não alinhados a suas políticas. Esse cenário inclui o Brasil, cujo laço econômico com a China se fortaleceu nos últimos anos.
De acordo com debates recentes entre autoridades brasileiras, como Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, a disputa envolve pedidos dos EUA para que o Brasil elimine tarifas sobre o etanol, o que impactaria produtores locais, especialmente no Nordeste.
O governo brasileiro mantém a posição de proteger seus mercados de açúcar e álcool, defendendo que as tarifas pesadas dos EUA sobre o açúcar são injustas. Associações do setor brasileiro argumentam que a redução das compras de etanol americano é resultado do aumento da produção interna.
Fonte: Agência Brasil
RECEITA FEDERAL
Economia
LIBERAÇÃO DE ABONO SALARIAL
PRESSÃO ECONÔMICA EUA-BRASIL
ECONOMIA
ECONOMIA VERDE