Economia

INFLAÇÃO

Inflação desacelera para 0,07% em julho e atinge meta do governo

Redução nos preços dos alimentos impulsiona queda da inflação pelo quarto mês consecutivo.

Teresinha Ferreira

11 de agosto de 2026 às 09:48 ▪ Atualizado há 8 horas

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  • A inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,07% em julho, marcando o quarto mês consecutivo de queda.
  • O IPCA acumulou 4,44% em 12 meses, retornando à meta do governo.
  • O resultado estava dentro das expectativas do mercado, que previam esse índice.
  • A desaceleração vem desde abril, mantendo-se dentro do limite de tolerância da meta.
  • Em julho, 50% dos produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preço.
  • O grupo de alimentos e bebidas registrou deflação de 0,67%, com fortes quedas nos preços de tomate e batata.
  • A energia elétrica teve um aumento de 3,09%, impactando o índice para cima.
  • Passagens aéreas subiram 11,67%, enquanto os combustíveis caíram 1,44%.

Agência Brasil Inflação
Inflação

A inflação oficial do Brasil registrou desaceleração em julho, fechando em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o quarto mês consecutivo de queda, impulsionado principalmente pela redução nos preços dos alimentos.

Com esse resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 4,44% em 12 meses, retornando à meta do governo, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O desempenho de julho estava dentro das expectativas do mercado, segundo o boletim Focus do Banco Central, que previa exatamente esse índice. Para 2026, estima-se um IPCA de 5,02%.

Os dados seguem a tendência de desaceleração observada desde abril, quando o acumulado anual também estava dentro da meta (4,39%), mas superava o limite máximo nos meses subsequentes. A inflação só é considerada fora da meta se ultrapassar o intervalo por seis meses seguidos.

Em julho, o índice de difusão mostrou que 50% dos produtos e serviços pesquisados tiveram algum aumento de preço. O grupo alimentação e bebidas registrou deflação, com queda de 0,67%, destacando um recuo acentuado em itens como tomate (-29,09%) e batata-inglesa (-19,59%).

Por outro lado, a energia elétrica foi responsável pelo maior impacto individual de alta (3,09%), decorrente de reajustes em cidades como São Paulo e Porto Alegre. O analista Fernando Gonçalves, do IBGE, destaca que um desconto deverá ocorrer em agosto, através do Bônus Itaipu.

No setor de transportes, as passagens aéreas tiveram um aumento de 11,67%, enquanto combustíveis apresentaram queda de 1,44%, com destaque para o etanol e gasolina.

Fonte: Agência Brasil