INFLAÇÃO
Teresinha Ferreira
11 de agosto de 2026 às 09:48 ▪ Atualizado há 8 horas
A inflação oficial do Brasil registrou desaceleração em julho, fechando em 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este foi o quarto mês consecutivo de queda, impulsionado principalmente pela redução nos preços dos alimentos.
Com esse resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 4,44% em 12 meses, retornando à meta do governo, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O desempenho de julho estava dentro das expectativas do mercado, segundo o boletim Focus do Banco Central, que previa exatamente esse índice. Para 2026, estima-se um IPCA de 5,02%.
Os dados seguem a tendência de desaceleração observada desde abril, quando o acumulado anual também estava dentro da meta (4,39%), mas superava o limite máximo nos meses subsequentes. A inflação só é considerada fora da meta se ultrapassar o intervalo por seis meses seguidos.
Em julho, o índice de difusão mostrou que 50% dos produtos e serviços pesquisados tiveram algum aumento de preço. O grupo alimentação e bebidas registrou deflação, com queda de 0,67%, destacando um recuo acentuado em itens como tomate (-29,09%) e batata-inglesa (-19,59%).
Por outro lado, a energia elétrica foi responsável pelo maior impacto individual de alta (3,09%), decorrente de reajustes em cidades como São Paulo e Porto Alegre. O analista Fernando Gonçalves, do IBGE, destaca que um desconto deverá ocorrer em agosto, através do Bônus Itaipu.
No setor de transportes, as passagens aéreas tiveram um aumento de 11,67%, enquanto combustíveis apresentaram queda de 1,44%, com destaque para o etanol e gasolina.
Fonte: Agência Brasil
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