Economia

PIB

FGV aponta crescimento de 0,3% do PIB no segundo trimestre

Economia brasileira recuou 1,1% em junho, segundo Monitor do PIB da FGV

Da Redação

17 de agosto de 2026 às 16:55 ▪ Atualizado há 8 horas

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  • A economia brasileira cresceu 0,3% no segundo trimestre de 2026.
  • O crescimento foi impulsionado pelo consumo, mas houve uma queda de 1,1% de maio para junho.
  • Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado foi de 1,8%.
  • Todas as grandes atividades econômicas mostraram desaceleração, exceto o consumo.
  • O aumento nos preços do petróleo, juros altos e o endividamento elevado são desafios para a economia.
  • A Selic foi reduzida para 14% pelo Banco Central para controlar a inflação.
  • No segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6%, exportações 4,5% e importações 5,7%.
  • O PIB acumulado no semestre foi estimado em R$ 6,557 trilhões.
  • O IBGE divulgará o resultado oficial do PIB em 1º de setembro.

Agência Brasil A economia do Brasil cresce mesmo com a taxação dos EUA
A economia do Brasil cresce mesmo com a taxação dos EUA

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira (17) que a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,3% no segundo trimestre de 2026. O resultado foi puxado pelo consumo, mas a passagem de maio para junho registrou um recuo de 1,1%.

Apesar da desaceleração, o acumulado de 12 meses aponta uma alta de 1,8%. O Monitor do PIB é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV, que usa dados de indústria, comércio, serviços e agropecuária para estimar o Produto Interno Bruto (PIB).

Conforme a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, todas as grandes atividades econômicas—agropecuária, indústria e serviços—apresentaram desaceleração. Apenas o consumo manteve o ritmo, principalmente impulsionado por serviços e bens duráveis.

Apesar da desaceleração, o período de abril a junho marca o 20º resultado positivo consecutivo, refletindo um contexto econômico desafiador, segundo a economista. Fatores como o aumento dos preços do petróleo, juros elevados e alto endividamento da população influenciam no cenário.

Recentemente, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, para 14% ao ano, numa tentativa de controlar a inflação.

No segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6%, exportações 4,5% e importações 5,7%. Estima-se que o PIB acumulado no semestre seja de R$ 6,557 trilhões. O IBGE divulgará o resultado oficial do PIB do segundo trimestre em 1º de setembro.

Fonte: Agência Brasil