Economia

DEBATE FISCAL

Criticas dividem economistas sobre políticas para dívida pública

Dívida pública brasileira atinge 82,9% do PIB; cortes de gastos são questionados.

Teresinha Ferreira

29 de outubro de 2026 às 07:36 ▪ Atualizado há 38 minutos

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  • A dívida pública do Brasil aumentou de 71,7% do PIB em 2022 para 82,9% em 2026.
  • É um tema de debate entre economistas com propostas de cortes de gastos e preocupações sociais.
  • Economistas liberais defendem cortes de gastos para o equilíbrio fiscal.
  • Correntes heterodoxas alertam para o impacto negativo desses cortes em áreas sociais como saúde e educação.
  • A revista Forbes sugeriu um corte de R$ 450 bilhões, baseando-se no Instituto Fiscal Independente (IFI).
  • Simone Deos, da Unicamp, destaca que dívidas em reais não representam risco de calote ou inflação.
  • Comparações internacionais mostram que países como Japão e EUA têm dívidas ainda maiores.
  • Fernando Henrique Lemos Rodrigues critica a comparação entre a economia de Estado e de uma família.
  • O Brasil gastou R$ 1,1 trilhão em juros, equivalentes a 8,86% do PIB.
  • Críticas são feitas ao benefício para o setor financeiro com a manutenção de juros altos.
  • Simone Deos propõe redução dos juros e controle do câmbio pelo Banco Central.
  • Rodrigues argumenta que os gastos públicos podem incentivar o crescimento econômico.

Agência Brasil Políticas para dívida pública
Políticas para dívida pública

A trajetória da dívida pública brasileira, que passou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% em agosto de 2026, gera debate entre economistas. Especialistas liberais defendem cortes de gastos como solução, enquanto correntes heterodoxas apontam riscos sociais.

Economistas liberais consideram o corte de gastos essencial para o equilíbrio fiscal. Já as correntes heterodoxas alertam que essa estratégia pode afetar áreas fundamentais como saúde e educação. Para eles, o problema maior são os juros altos praticados pelo Banco Central (BC), pressionando a dívida pública.

A revista Forbes sugeriu um corte de R$ 450 bilhões para estabilizar a dívida, embasado em estudos do Instituto Fiscal Independente (IFI). Durante a campanha presidencial, cortes menores foram propostos, mas criticados como ameaças ao social.

A professora Simone Deos da Unicamp argumenta que não há risco de calote ou inflação com a dívida em reais, diferente de uma dívida em moeda estrangeira. Comparando internacionalmente, países como Japão e Estados Unidos têm dívidas maiores.

O professor Fernando Henrique Lemos Rodrigues, da UFRRJ, critica a comparação econômica entre Estado e família, sustentando que o governo tem recursos para gerir seu endividamento de forma distinta.

Nos últimos 12 meses, o Brasil gastou R$ 1,1 trilhão em juros, 8,86% do PIB, segundo o Banco Central. O professor aponta que a pressão por cortes beneficia o mercado financeiro, mantendo juros altos de forma injustificada.

Para Simone Deos, uma redução dos juros pode estabilizar a dívida, mas o BC precisa agir no câmbio. Já Rodrigues defende que gastos públicos incentivam crescimento econômico e retornam em arrecadação.

Fonte: Agência Brasil



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