ABUSIVO

Coronavírus: Preço do álcool em gel chega a até R$ 56 em Teresina

Nos estabelecimentos de Teresina já é possível perceber a prática de preços abusivos no produto


Preço do álcool em gel dispara em Teresina

Preço do álcool em gel dispara em Teresina Foto: Piauí Hoje

A alta procura do álcool em gel devido a pandemia de coronavírus pode gerar a ilegalidade na venda desse produto. Em alguns estabelecimentos comerciais de Teresina já é possível observar a prática de preços abusivos no álcool em gel, produto aliado na prevenção contra a contaminação do Covid-19.

Uma distribuidora de medicamentos (Dimensão Distribuidoras de Medicamentos) localizada na Avenida Industrial Gil Martins, na zona Sul de Teresina, está vendendo um vidro de 850 gramas de álcool em gel por R$ 56. O alto valor cobrado pelo produto causou espanto e revolta nos teresinenses. 

"Isso é um absurdo! Diante da situação atual do Brasil e do mundo inteiro, os empresários superfaturar em cima do desespero alheio. Álcool em gel deveria ser distribuído gratuitamente , isso sim. Povo morre e não aprende. Acho o cúmulo essa falta de empatia e desrespeito com a população", desabafa a assistente de Recursos Humanos Naiane Carvalho.

A empreendedora Gilmara Pinheiro quase desistiu de comprar o álcool em gel, pois não encontrava no comércio próximo a sua residência (região do Promorar, zona Sul). "Ontem (15), meu esposo foi comprar e o de mão estava custando R$ 20, sendo que o preço dele é normalmente R$ 5. Ele não comprou, achou um absurdo",disse Gilmara.

Posteriormente, Gilmara Pinheiro conseguiu comprar o álcool em gel de 50 ml por R$ 5 no Promorar.  Uma professora que não quis ser identificada conseguiu comprar o álcool em gel em uma grande rede de farmácia por um preço mais justo. Ela pagou R$ 5 na embalagem pequena e R$ 12 na embalagem maior.A professora adquiriu o produto por um preço satisfatório 

DENÚNCIA

O consumidor deve oficializar a indignação junto ao  Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) e não apenas nas redes sociais. Isso porque o órgão pode fiscalizar e determinar que a empresa retome o preço justo, caso contrário a empresa sofrerá as sanções previstas em lei.

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