Economia

VAREJO

Comércio de Teresina prevê alta de 10% nas vendas de Natal

Antecipação do 13º salário e menor índice de endividamento das famílias piauienses impulsionaram as vendas de final de ano, segundo o Sindilojas

Da Redação

Terça - 23/12/2025 às 12:58



Foto: Divulgação/Sindilojas Movimentação no comércio no Centro de Teresina
Movimentação no comércio no Centro de Teresina

A poucos dias do Natal, o setor lojista de Teresina registra um desempenho superior ao do mesmo período de 2024. De acordo com o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí (Sindilojas), a expectativa é que o volume de vendas apresente um crescimento de até 10% em relação ao ano passado.

O aquecimento do mercado local é atribuído, principalmente, ao menor índice de endividamento das famílias piauienses neste bimestre, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Além do equilíbrio financeiro dos consumidores, a antecipação do 13º salário dos servidores públicos municipais e estaduais injetou recursos extras na economia da capital, favorecendo o consumo de final de ano. Os itens mais procurados são: vestuário, calçados e acessórios, brinquedos e lembrancinhas, artigos de perfumaria e eletrônicos.

O aumento na demanda também impactou o mercado de trabalho. O Sindilojas estima que as contratações temporárias em Teresina cresceram cerca de 5% em comparação a 2024. Embora os números definitivos ainda não tenham sido fechados, o cenário local acompanha a tendência nacional de fortalecimento do varejo. "De outubro a dezembro deste ano, mais de 1.000 vagas temporárias foram criadas, número superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram gerados menos de mil postos", disse Tertulino Passos, presidente do Sindilojas.

No Brasil, a CNC prevê um aumento de 2,1% nas vendas totais. O destaque nacional fica para a criação de vagas temporárias, com a expectativa de contratação de mais de 100 mil trabalhadores, o maior volume dos últimos dez anos, segundo a Confederação. A estimativa aponta ainda que aproximadamente 12% desses profissionais devem ser efetivados e passarão a contar com carteira assinada após o período festivo.

Depois de três meses desempregada, Ana Luiza de Souza Moreira, de 19 anos, conseguiu uma vaga temporária em um supermercado. Ela espera ganhar experiência e ser efetivada. "Essa chance para o final do ano significa para mim muita coisa. Abre portas, né, para outras empresas, para outros trabalhos também ou para essa mesma empresa em que eu estou trabalhando. Eu pretendo me destacar, né, fazer o possível e o impossível para ser efetivada, sempre tentar buscar mais".

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