EXPLORAÇÃO GÁS

Com nova regulação, Piauí pode dobrar produção de gás natural em até 10 anos

Se aprovada no Congresso Nacional, Nova Lei do Gás pode ampliar oferta após estado aderir a programa federal de exploração e produção em áreas terrestres


Gás Natural

Gás Natural Foto: Divulgação

Um dos estados que pretende ampliar a oferta de gás natural no país, o Piauí pode se beneficiar com a aprovação da Nova Lei do Gás, em tramitação no Congresso Nacional. O governo local já aderiu ao Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres, do Ministério de Minas e Energia. Como a expectativa é que a produção dobre até 2030, a nova regulação do setor pode encurtar esse caminho.

O PL 6.407, em tramitação desde 2013 na Câmara dos Deputados, pretende baratear o preço do gás natural por meio da abertura de mercado e da ampliação da rede de gasodutos. Um dos autores da proposta, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) aponta que a expansão do setor depende do fim do monopólio da Petrobras.

“O mercado atual está extremamente fechado e cartelizado, com praticamente 100% sobre o controle da Petrobras e de outras estatais. Não há investimentos para ampliar a malha de gasoduto no Brasil. Com a nova lei, daremos segurança jurídica para que a iniciativa privada possa participar ativamente, construir gasodutos e, mais do que isso, a possibilidade de levar esses gasodutos a várias partes do país, gerando novos investimentos”, defende.

Na visão de Domingos Sávio, Piauí e outros estados que ainda não contam com rede suficiente de gás natural podem ser beneficiados pelo projeto. “A nova lei vai facilitar a ampliação e instalação de novas indústrias em vários setores em que o gás natural entrará como uma energia mais barata e essencial para o desenvolvimento industrial do país”, espera o parlamentar.

O atual relator da matéria na Câmara, deputado Laercio Oliveira (PP-SE), considera que o texto está pronto para ser votado e vai deixar para trás anos de atraso no setor.

“Hoje, o PL encontra maior apoio do governo federal e do Fórum do Gás, que representa mais de 60 associados. O projeto está maduro, fruto de muitas discussões na Comissão de Minas e Energia (CME). Aceitamos as opiniões de quem pensa contrário, mas podemos avançar nas discussões. O que temos como certeza é que tudo que foi construído até aqui tem o consenso da maioria”, garante.

Fonte: Brasil 61

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