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CNI mantém previsão de 2% de crescimento do PIB em 2023

Projeção se baseia no avanço da indústria extrativa e no agronegócio, diz CNI.

Teresinha Ferreira

22 de julho de 2026 às 14:38 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A CNI projeta crescimento do PIB brasileiro em 2% para 2023, impulsionado pela indústria extrativa, agronegócio e serviços.
  • Fatores limitantes incluem juros altos, inflação persistente e altos custos de produção.
  • Política monetária restritiva e fragilidades fiscais são obstáculos significativos para uma recuperação econômica mais forte.
  • A projeção de inflação foi elevada devido a pressões nos preços de alimentos e combustíveis.
  • Crescimento da indústria é esperado por conta da extração de petróleo, mas a transformação enfrenta desafios.
  • No setor agropecuário, espera-se safra recorde de soja, apesar dos custos de insumos.
  • A projeção de cortes na taxa básica de juros foi reduzida para apenas dois cortes de 0,25% até 2026.
  • A guerra no Oriente Médio impacta os custos de combustíveis e fertilizantes, afetando a economia brasileira.

Agência Brasil Confederação Nacional da Indústria (CNI)
Confederação Nacional da Indústria (CNI)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirmou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2% para 2023, conforme o Informe Conjuntural do 2º Trimestre. A projeção considera o desempenho da indústria extrativa, do agronegócio e do setor de serviços.

A entidade destaca que, apesar do crescimento moderado, fatores como juros altos, inflação persistente e custos de produção elevados podem restringir uma recuperação mais robusta. Mario Sergio Telles, diretor de Economia da CNI, aponta que a política monetária restritiva e fragilidades fiscais também são obstáculos.

Em relação à inflação, a entidade elevou a projeção de alta, com alimentos e combustíveis pressionando os preços. O cenário fiscal preocupa, já que o aumento das despesas públicas pode agravar o endividamento.

Na indústria, a CNI revisou para cima o crescimento previsto, impulsionado pela extração de petróleo. Contudo, a indústria de transformação enfrenta desafios com importações crescentes e juros altos.

No setor agropecuário, a expectativa é de nova safra recorde, sobretudo de soja, apesar dos custos de insumos afetados por conflitos no Oriente Médio.

Quanto aos juros, a CNI reduziu a projeção de queda da taxa básica, prevendo apenas dois cortes de 0,25% até 2026.

Em nível internacional, a guerra no Oriente Médio continua a influenciar os custos de combustíveis e fertilizantes, afetando o desempenho econômico brasileiro.

Fonte: Agência Brasil