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CNI identifica juros altos como maior entrave ao crédito na indústria

Pesquisa revela que 76% das empresas enfrentam dificuldades de financiamento devido a taxas elevadas.

Teresinha Ferreira

09 de outubro de 2026 às 08:01 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • A pesquisa da CNI destaca os juros altos como principal barreira ao crédito para a indústria brasileira.
  • 76% das empresas enfrentam dificuldades no curto e médio prazo, e 69% no longo prazo devido aos juros.
  • Houve uma ligeira melhora em relação a 2025, quando 80% e 71% reportaram dificuldades em curto e longo prazo, respectivamente.
  • Exigências de garantias e burocracia são outros obstáculos mencionados por empresas.
  • 49,9% das empresas não tentaram buscar crédito de curto/médio prazo; apenas 22,9% tiveram sucesso.
  • No longo prazo, 54% não buscaram financiamento; 15,5% tiveram sucesso.
  • A taxa de insucesso aumentou desde 2025, especialmente para pequenas e médias empresas.
  • As empresas sugerem que redução de custos tributários e administrativos, ampliação de linhas públicas e simplificação de regras poderiam melhorar o acesso ao crédito.

Agência Brasil Crédito na indústria
Crédito na indústria

Os juros altos continuam sendo o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito, conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento, divulgado na sexta-feira (9), mostra que 76% das empresas relataram dificuldades nas operações de curto e médio prazo devido às taxas elevadas. Nos financiamentos de longo prazo, esse índice chega a 69%.

A pesquisa "Sondagem Especial 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026" ouviu 1.701 empresas industriais entre 3 e 12 de agosto, cobrindo o período de fevereiro a julho. Ela abrangeu 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes empresas em todo o país.

Embora os juros sigam como a principal barreira, sua influência diminuiu em relação a 2025, quando 80% das empresas enfrentavam essa dificuldade em financiamentos de curto e médio prazo, e 71% em operações de longo prazo. "A queda dos juros leva tempo para refletir no custo do crédito, impactando ainda as empresas", afirma Maria Virgínia Colusso, analista da CNI.

Além dos juros, as exigências de garantias reais são um desafio significativo, apontadas por 33,4% das empresas no curto e médio prazo, e por 31,5% no longo prazo. A burocracia também foi mencionada por 13,6% no curto e médio prazo, enquanto 18,9% mencionaram prazos de carência insuficientes em operações de longo prazo.

Cerca de 49,9% das empresas nem tentaram buscar crédito de curto ou médio prazo, sendo que apenas 22,9% conseguiram sucesso. No longo prazo, 54% das empresas não buscaram financiamento, com 15,5% obtendo sucesso e 9,2% não conseguindo.

Há um aumento na taxa de frustração entre as empresas que buscaram crédito em relação a 2025, à medida que 24,7% fracassaram nas operações de curto e médio prazo e 37,2% no longo prazo, com destaque para pequenas e médias empresas no insucesso.

Em relação aos custos, as empresas indicam que a redução de custos tributários e administrativos poderia facilitar o acesso ao crédito, juntamente com a ampliação das linhas públicas e a simplificação das exigências bancárias.

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Fonte: Agência Brasil