Economia

CRÉDITO DE CARBONO

BNDES lançará programa de 6 bilhões para créditos de carbono

Investimento créditos de carbono é uma iniciativa que busca restaurar até 60 mil hectares e compensar emissões de CO2

Teresinha Ferreira

02 de julho de 2026 às 17:09 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O BNDES lançou a segunda etapa do programa ProFloresta+ com foco no mercado de crédito de carbono.
  • O programa pretende mobilizar até R$ 6 bilhões e restaurar até 60 mil hectares.
  • Entre as estratégias, estão leilões para empresas adquirirem créditos de carbono e financiamento de projetos de recuperação florestal.
  • Créditos de carbono permitem a compensação de emissões de CO2 por empresas.
  • A nova fase visa capturar até 19 milhões de toneladas de CO2.
  • Grandes empresas internacionais estão interessadas nos créditos brasileiros.
  • A Petrobras investiu R$ 450 milhões na etapa anterior.
  • Integração entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico é fundamental, segundo o Ministro do Meio Ambiente.

BNDES lançará programa de 6 bilhões para créditos de carbono

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a segunda etapa do programa ProFloresta+, que visa mobilizar até R$ 6 bilhões para o mercado de crédito de carbono no Brasil. O anúncio foi feito durante o 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado no Rio de Janeiro.

O programa tem duas frentes principais: promover leilões para empresas interessadas em adquirir créditos de carbono e financiar projetos de recuperação florestal que geram esses créditos. Com isso, o BNDES espera restaurar uma área de até 60 mil hectares, aproximadamente 38% maior que a cidade de Curitiba.

Créditos de carbono representam uma forma de compensação ambiental, permitindo que empresas comprem créditos para neutralizar suas emissões de CO2, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa. Projetos que reflorestam ou preservam áreas naturais são fundamentais para sequestrar carbono da atmosfera.

Na nova fase, o BNDES estima capturar até 19 milhões de toneladas de CO2. De acordo com o presidente do banco, Aloizio Mercadante, grandes empresas internacionais também estão mostrando interesse em contratar créditos no Brasil. A etapa anterior, em março de 2025, contou com a participação da Petrobras, que investiu R$ 450 milhões em créditos de carbono na Amazônia.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, enfatizou a integração entre as agendas de conservação ambiental e desenvolvimento econômico, destacando a importância de políticas públicas voltadas para a sustentabilidade.

Fonte: Agência Brasil



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