COMPORTAMENTO

2ª onda de coronavírus e caso Queiroz movimentam os mercados

Confira a análise econômica do Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira


Fabrizio Gueratto

Fabrizio Gueratto Foto: Divulgação

Ontem(18), os mercados globais fecharam com direção mista mediante aos temores em relação à 2ª onda de covid-19 e ao aumento das tensões geopolíticas em todo mundo. Nos Estados Unidos o anúncio de membros do FOMC a afirmar que a economia ainda não saiu da zona de perigo, o risco político, a possibilidade de uma 2ª onda de covid-19 e os dados referentes aos pedidos iniciais por seguro desemprego ficarem acima do esperado, fizeram com que as bolsas não tivessem um bom desempenho, com exceção da Nasdaq. O Dow Jones teve queda de 0,15%.  O S&P 500 ficou quase no zero a zero (+0,04) e a Nasdaq teve ganhos de 0,33%. O VIX, mesmo com o cenário desafiador, teve queda de 2,48%, cotado a 32,64 pontos.

Na Europa, todas as bolsas fecharam em queda, pressionadas pelas expectativas negativas em relação à 2ª onda de covid-19 com o aumento de casos nos Estados Unidos e China, o que pode inviabilizar uma retomada consistente de retomada da economia global. No Reino Unido estímulos por parte do Banco Central da Inglaterra na economia da região foram insuficientes na visão do mercado, fazendo com que os investidores da região. Madrid e Frankfurt, tiveram as maiores quedas, com retração de 1,18% e 0,80% respectivamente. Paris perdeu 0,75%. Milão caiu e 0,51% e Londres derreteu 0,47%.

No Brasil, os investidores ignoraram o risco político, a resolução do caso Queiroz relacionado às “rachadinhas” a envolver um dos filhos do presidente da república e o Supremo Tribunal Federal avançando no inquérito das Fake News, não geraram preço. Ao fim do dia, a demissão de Abraham Weintraub fez com que os agentes considerassem um pouco mais o risco político, fazendo o dólar acelerar. Na conjuntura econômica, apesar da retração no IBC-Br, o mercado considerou que a queda foi inferior que o esperado, fazendo com que os agentes considerem a possiblidade de deterioração mais suave do que imaginavam da economia brasileira. O Ibovespa teve alta de 0,60%, em 96.125,24 pontos. O dólar subiu 2,07%, cotado a R$ 5,36. O petróleo teve forte elevação, com a OPEP+ a informar que manterá o compromisso de cortes na produção, com o objetivo de manter o equilíbrio do lado da oferta. O Brent, fechou com elevação de 1,97%, cotado a US$ 41,51 o barril. O WTI subiu em 2,20%, cotado a US$ 39,05.

Sobre a Nova Futura Investimentos

Sócia-fundadora da BM&BOVESPA, a Nova Futura Investimentos, foi fundada em 1983, atua nos mercados de commodities, renda fixa, renda variável e seguros. Com presença nacional, a instituição financeira conta com 21 escritórios espalhados por diversas cidades do país. Ao longo de mais de três décadas de existência, se consolidou como uma das maiores e mais independentes casas de investimentos do Brasil.

Com tradição no mercado institucional, vem se tornando referência no varejo, oferecendo a mesma qualidade já ofertada ao mundo empresarial agora também para pessoas físicas. Em 2017, confirmando a tradição de excelência, a corretora recebeu o selo Nonresident Investor Broker, que reconhece a estrutura organizacional e tecnológica especializada na prospecção de clientes, prestação de serviços de atendimento consultivo assim como execução de ordens e distribuição de produtos da BM&FBovespa para investidores não residentes.

Fonte: Gueratto Press

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