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Cais do Valongo no Rio terá museu em prédio imperial

Novo centro cultural se instalará no Edifício Docas André Rebouças, em frente ao sítio histórico.

Teresinha Ferreira

18 de agosto de 2026 às 16:45 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, será transformado em um museu no Edifício Docas André Rebouças, na região portuária.
  • O Cais do Valongo é reconhecido mundialmente como um símbolo da chegada de aproximadamente 1 milhão de africanos escravizados entre 1811 e 1843.
  • O projeto de revitalização do espaço visa melhorar a recepção dos visitantes e está estimado em R$ 77 milhões, com conclusão prevista para três anos.
  • O acervo a ser exposto inclui cerca de 1 milhão de itens relacionados ao Cais do Valongo e regiões adjacentes.
  • André Rebouças, cujo nome homenageia o edifício, foi um importante engenheiro negro e ativista abolicionista.
  • A Fundação Cultural Palmares está realizando pesquisas para identificar e preservar itens históricos.
  • A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressalta que o museu será um passo importante para a justiça social e reparação histórica.
  • A iniciativa visa consolidar a Pequena África como um centro cultural e histórico significativo.

Agência Brasil Cais do Valongo
Cais do Valongo

O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, ganhará um museu no Edifício Docas André Rebouças, um prédio histórico do Império. A estrutura está localizada na região portuária, em frente ao sítio arqueológico do Valongo, separado por uma única rua.

Conhecido mundialmente, o Cais do Valongo foi descoberto em 2011 durante obras de revitalização e é um símbolo da chegada de cerca de 1 milhão de africanos escravizados entre 1811 e 1843.

Atualmente um espaço a céu aberto, o local oferece pouca estrutura para os visitantes. Com a obra, orçada em R$ 77 milhões, busca-se melhorar essa recepção. As adaptações para transformar o prédio num Centro de Interpretação da Herança Africana devem durar três anos.

De acordo com o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Deyvesson Gusmão, a intenção é que o acervo de cerca de 1 milhão de itens do Valongo e áreas próximas seja exibido no novo centro.

André Rebouças, homenageado com o nome do prédio, foi o primeiro engenheiro negro do país e um importante personagem do movimento abolicionista. O edifício, construído em 1871, não utilizou mão de obra escravizada.

Segundo o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Santos Rodrigues, o acervo a ser abrigado passa por pesquisa e identificação constantes, podendo revelar detalhes desconhecidos ao longo dos anos.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destaca que o museu representa uma reparação histórica após séculos de escravidão, sinalizando o início de uma justiça social esperada para o Brasil.

O comitê gestor do Cais, que inclui representantes das esferas de governo e da sociedade civil, luta pela preservação da essência cultural dos imóveis da região, consolidando a Pequena África como um importante centro cultural e histórico.

Fonte: Agência Brasil