DENÚNCIA
Da Redação
29 de setembro de 2026 às 12:14 ▪ Atualizado há 48 minutos
Uma reportagem publicada nesta terça-feira (29) pelo PlatôBR reúne mensagens, fotos e documentos que, segundo o site, foram guardados pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e antigo amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. O material envolve relatos sobre despesas pessoais, festas privadas, presentes de alto valor e uma suposta intermediação de interesses junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a reportagem, Santini rompeu com Flávio após uma disputa financeira relacionada à antiga sociedade em uma loja de chocolates no Rio de Janeiro. Durante o conflito, o ex-sócio teria reunido e compartilhado com pessoas em Brasília mensagens e outros registros que considerava comprometedores para o senador.
Entre os episódios relatados está a participação de Flávio em festas privadas com garotas de programa. O PlatôBR afirma ter tido acesso a mensagens nas quais Santini combinava encontros e dizia que Flávio participaria. O material também inclui uma mensagem atribuída ao senador na qual ele afirma ter cometido “muitas escolhas erradas” e diz que não repetiria os mesmos erros com a família.

Outro ponto da reportagem envolve um Rolex Submariner Date de ouro branco, comprado em fevereiro de 2022 por R$ 305 mil. Segundo o PlatôBR, o relógio foi adquirido pelo advogado Alan Belaciano, que mantinha proximidade com Flávio. O site também cita outros gastos, como equipamentos para academia e despesas pessoais que teriam sido custeadas por pessoas do círculo do senador.

A reportagem também relata uma suposta atuação de Flávio para tratar dos interesses de um cliente junto ao gabinete de Kassio Nunes Marques. Segundo o material, Santini enviou mensagens ao senador mencionando o assunto e, posteriormente, os dois teriam marcado uma conversa. O teor de um eventual acordo entre eles não foi divulgado.
O PlatôBR também recupera informações sobre a antiga sociedade entre Flávio e Santini em uma franquia da Kopenhagen, negócio que já havia aparecido em investigações relacionadas ao caso das “rachadinhas”. Essas investigações foram posteriormente arquivadas após decisões judiciais.
Até a publicação das informações repercutidas pelo UOL, não havia manifestação oficial de Flávio Bolsonaro, de seu advogado, de Alexandre Santini ou do gabinete de Kassio Nunes Marques sobre os novos relatos.
Fonte: PlatôBR
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