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REPERCUSSÃO DO CASO

Tia que salvou bebê de sequestro critica soltura da suspeita: "família fica vulnerável"

Familiar afirma que a família está com medo após a Justiça conceder liberdade à técnica em enfermagem investigada por tentar raptar a recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa

Natalia Costa

30 de julho de 2026 às 10:47 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A tia da recém-nascida, Daniela Beatriz, expressou emoção e indignação após a liberdade concedida à técnica em enfermagem investigada por tentativa de sequestro.
  • A decisão judicial gerou insegurança e medo na família, pois a investigada conhece o endereço onde a criança mora.
  • Daniela Beatriz criticou a justiça pela soltura de Auricelia Sousa Rocha, que foi diagnosticada com um transtorno psicótico.
  • Auricelia foi indiciada por subtração de criança, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
  • O incidente ocorreu no hospital onde Auricelia trabalhava, quando tentou levar a bebê sob o pretexto de exames.
  • A tentativa foi frustrada por Daniela, que desconfiou das intenções de Auricelia.
  • A polícia encontrou na casa da suspeita preparação para receber um bebê, com indícios de que fingia gravidez.
  • O caso está sob investigação para identificar outros possíveis envolvidos.

Redes Sociais Daniela Beatriz e Auricelia Sousa Rocha
Daniela Beatriz e Auricelia Sousa Rocha

A tia da recém-nascida que escapou de uma tentativa de sequestro na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece emocionada e chorando após a Justiça conceder liberdade à técnica em enfermagem Auricelia Sousa Rocha, investigada pelo crime. No desabafo, Daniela Beatriz afirmou que a decisão deixou a família insegura e com medo.

Segundo Daniela, a soltura da investigada já era esperada por parte da família, mas o sentimento é de indignação. Ela afirmou que a mulher conhece o endereço onde a criança mora e questionou como os familiares poderão retomar a rotina após o episódio.

"A mulher foi solta. Não era o que a família queria, mas muita gente já esperava que o desfecho fosse esse. Não tem justiça. A justiça foi ela ser solta e estar aí na sociedade. Como é que a família fica? Ela sabe onde a mãe da criança mora com a criança. A família fica vulnerável a toda essa situação", disse.

Ainda no vídeo, Daniela afirmou que teme pela segurança da mãe da bebê e de todos os parentes envolvidos no caso. Ela também criticou a decisão judicial e disse que quem sofreu as consequências da tentativa de sequestro foi a família.

"Como é que a mãe da criança vai ficar? E eu, que tive que passar por toda essa situação? Essa mulher faz tudo isso e foi solta. Vai continuar vivendo normalmente. Quem foi que se abalou com tudo isso? A família", desabafou.

Auricelia Sousa Rocha deixou a prisão na quarta-feira (29), após decisão judicial que acolheu um pedido da defesa. Os advogados apresentaram laudos médicos do Hospital Areolino de Abreu apontando que a investigada foi diagnosticada com Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1), além de comprovar acompanhamento psiquiátrico e uso de medicação controlada.

Apesar da concessão da liberdade, o processo criminal continua em andamento. A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito e indiciou Auricelia pelo crime de subtração de criança, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O caso ocorreu no dia 6 de julho, na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa. Conforme as investigações, Auricelia, que trabalhava na unidade por meio de uma empresa terceirizada, entrou no hospital durante a folga usando uniforme e convenceu familiares de que levaria a recém-nascida para realizar exames de rotina.

A tentativa foi interrompida por Daniela Beatriz, que desconfiou da situação ao perceber que a mulher colocava a bebê dentro de uma bolsa. A tia puxou o objeto e encontrou a criança, impedindo que ela fosse levada.

Durante as investigações, a Polícia Civil informou ainda que encontrou na residência da investigada objetos e um ambiente preparado para receber um bebê. Também foram identificados indícios de que ela fingia estar grávida havia vários meses. A polícia apura se outras pessoas participaram da ação, mas, até o momento, ninguém mais foi responsabilizado.