O Piauí acaba de ganhar a primeira Casa Lar do Estado, um modelo é inédito no estado. Diferente de abrigos institucionais de maior porte, o espaço funciona como uma residência comum, sem identificação externa, e busca reproduzir um ambiente familiar. A unidade fica em São Raimundo Nonato e conta com equipe técnica composta por assistentes sociais, psicólogos e uma mãe social, profissional responsável pelo cuidado direto e contínuo dos acolhidos.
A unidade de acolhimento é resultado de uma parceria entre o governo do Piauí e a prefeitura, com capacidade para acolher até dez crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, de ambos os sexos. Classificada como serviço de alta complexidade, a Casa Lar desempenha papel fundamental ao oferecer proteção, cuidado e suporte integral, assegurando a privacidade e o bem-estar dos acolhidos e promovendo sua integração à comunidade. Posteriormente, as crianças e adolescentes poderão retornar às suas famílias de origem ou ser encaminhados para programas de adoção, conforme cada caso.
Unidade pode acolher até dez crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social (Foto: Ascom SASC)
Presente na inauguração, o secretário da Sasc, João de Deus Sousa, afirmou que o espaço representa um avanço no atendimento à infância no estado. “A partir de agora, as crianças receberão uma atenção especial neste novo espaço de acolhimento. Aqui, elas terão proteção e assistência, vão poder se desenvolver, mudar a realidade de onde saíram, para que possam progredir na vida, de forma decente e com acompanhamento do poder público”, disse.
A coordenadora do Pacto pelas Crianças no Piauí, Isabel Fonteles, destacou que a descentralização do acolhimento familiar é a grande prioridade do programa. “ Estamos bastante felizes com a chegada deste novo espaço para nossas crianças. Aproveito para acrescentar que já construímos, juntamente com a Sasc, o nosso Plano Estadual da Primeira Infância e considero um grande avanço na construção de políticas públicas para nossas crianças”, afirmou.
Unidade vai promover a integração dos acolhidos à comunidade
A nova unidade poderá receber crianças e adolescentes de 0 a 18 anos incompletos, inclusive aqueles com deficiência, que se encontram sob medida de proteção e em situação de risco. O serviço atua como estratégia de transição, visando à reintegração familiar ou, quando esta não for possível, à colocação em família substituta. O atendimento é ininterrupto, com funcionamento 24 horas por dia.
Fonte: Governo do Estado