SEM ACORDO

Motoristas e cobradores paralisam atividades pela 3º vez este ano em Teresina

Os empresários se recusam a pagar o ticket alimentação e plano de saúde aos trabalhadores


Ônibus em Teresina

Ônibus em Teresina Foto: Alinny Maria/Piauí Hoje

Mais uma vez Teresina amanheceu sem ônibus devido a mais um movimento grevista dos motoristas e cobradores. Nesta quarta-feira (28), iniciou-se a terceira paralisação da categoria somente este ano. A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informou que cadastrou veículos alternativos para atender os usuários durante a greve.

A determinação judicial é que o Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) disponha de 70% da frota de ônibus para circular no horário de pico e 30% da frota nos demais horários. Os trabalhadores haviam suspendido a greve há duas semanas após o Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI) determinar que as empresas de ônibus devem pagar o ticket alimentação e plano de saúde aos funcionários, que são as duas principais reivindicações do movimento. No entanto, o Setut recorreu da decisão e aguarda o julgamento do recurso.

A paralisação de hoje tem como objetivo de alertar os empresários sobre uma possível greve caso eles não cumpram com o pagamento dos tickets alimentação e plano de saúde.

Para o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) não há justificativa para o movimento grevista. "O não pagamento de ticket e plano de saúde estão alicerçados, primeiro na falta de acordo ou convenção coletiva de trabalho, e segundo porque houveram nos últimos dias, duas decisões de instâncias superiores, uma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e outra Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenderam a eficácia da liminar dada pelo juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a qual dizia para as empresas darem esses dois benefícios", disse a nota do Setut.

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