LUTO
Natalia Costa
16 de julho de 2026 às 13:43 ▪ Atualizado há 46 minutos
O médico neurologista Jacinto Lay, de 50 anos, teve morte cerebral confirmada nesta quinta-feira (16), quase dois anos após o grave acidente aéreo que sofreu na BR-316, na zona Sul de Teresina. A informação foi confirmada por familiares e pessoas próximas ao médico.
O médico estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde havia retornado há cerca de duas semanas após apresentar complicações no quadro clínico. Ele passou por tratamento de alta complexidade, mas não resistiu à evolução do seu estado de saúde.
Nesta quinta-feira, foi confirmada a morte cerebral do médico, considerada um estado irreversível pelos médicos.
Relembre o acidente
O neurologista sofreu o acidente em 8 de setembro de 2024, quando pilotava um avião monomotor que precisou realizar um pouso de emergência na BR-316, no bairro Lourival Parente.
Durante a tentativa de pouso, a aeronave atingiu uma van, perdeu o controle e colidiu contra uma estação de ônibus às margens da rodovia. O acidente mobilizou equipes de resgate e chamou a atenção pela gravidade da ocorrência.
Jacinto Lay sofreu politraumatismo, traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas, principalmente na perna direita. Inicialmente, ele foi socorrido e levado ao Hospital São Marcos, em Teresina, onde passou por cirurgias.
Dois dias depois, após estabilização do quadro, foi transferido em uma UTI aérea para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, referência nacional em casos de alta complexidade.
Ao longo do tratamento, o médico apresentou melhora clínica. Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), foi encaminhado para a unidade semi-intensiva e, posteriormente, retornou a Teresina para dar continuidade ao processo de recuperação.
Jacinto Lay era um profissional reconhecido na área da neurologia e atuava no atendimento de pacientes no Piauí. A notícia da morte cerebral provocou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes.
O acidente que marcou a vida do médico continua sendo investigado pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos II (Seripa II), responsável pela apuração das causas da queda da aeronave. Até o momento, o relatório final da investigação não foi divulgado.
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