DENÚNCIA
Por Natalia Costa
21 de outubro de 2026 às 12:53 ▪ Atualizado há 1 hora
O presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Piauí, Jonatas Miranda, denunciou que a empresa Via Ambiental ainda deve 50% dos salários dos trabalhadores da limpeza urbana de Teresina, além de verbas trabalhistas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, na noite de terça-feira (20), ele relatou as dificuldades enfrentadas pelos garis e cobrou responsabilidade das empresas que assumirão os serviços de coleta de lixo na capital.
Segundo o sindicalista, os profissionais receberam apenas metade dos salários após articulações com a Prefeitura de Teresina. Ele afirmou que a empresa responsável anteriormente pela coleta ainda não quitou os valores restantes nem as obrigações trabalhistas pendentes.
“A empresa que prestava serviço aqui, a Via Ambiental, ela até hoje está devendo 50% do salário dos trabalhadores, porque os outros 50% a gente conseguiu, através de muito diálogo com a Prefeitura, fazer com que eles recebessem. E está devendo também as verbas trabalhistas”, declarou.
Gari trabalha durante a madrugada, denuncia sindicalista
Durante a gravação, feita próximo a uma equipe de trabalhadores, Jonatas relatou que os profissionais estavam disponíveis para iniciar as atividades desde as 18h e que ainda precisariam descarregar um veículo antes de começar a rota de coleta.
De acordo com ele, o trabalho poderia se estender até o meio-dia do dia seguinte, quando os funcionários retornariam à garagem. O sindicalista criticou as condições enfrentadas pela categoria e afirmou que os trabalhadores precisam ser reconhecidos e valorizados.
“Hoje é vinte, mais da metade do mês. Eles nunca receberam sequer os seus salários integrais. Receberam uma parte através de muita briga nossa com a Prefeitura”, afirmou.
Jonatas também destacou que os garis enfrentam jornadas extensas para garantir a coleta de resíduos nas ruas da capital. Para ele, a população nem sempre percebe o esforço dos profissionais responsáveis pelo serviço.
“Muitas vezes esse caminhão que está aqui, que vai passar na sua rua, ele é até invisível. Muitas vezes esses trabalhadores aqui também são invisíveis também. Mas aos nossos olhos eles não são”, disse.
Sindicato cobra responsabilidade das empresas
No vídeo, Jonatas também se dirigiu à Litucera e à Sustentare, empresas que assumiram os serviços de coleta de lixo em Teresina após a conclusão do processo de contratação da Prefeitura. Ele pediu que as companhias garantam condições adequadas aos funcionários.
“Litucera, sustentarem, sejam bem-vindas. Mas tratem bem esses trabalhadores, porque a gente não aguenta mais”, declarou.
O presidente do sindicato afirmou ainda que alguns trabalhadores já teriam devolvido os uniformes por não suportarem as condições de trabalho. Ele também questionou a atuação de representantes políticos e de órgãos responsáveis pela fiscalização das relações trabalhistas.
Segundo Jonatas, a entidade pretende continuar cobrando providências para que os profissionais recebam os valores devidos e tenham seus direitos respeitados.
Contratos de emergência são criticados
Durante o pronunciamento, o sindicalista também criticou a sequência de contratos emergenciais na limpeza pública de Teresina. Segundo ele, a categoria enfrenta dificuldades há quase seis anos nesse contexto.
“Eu só quero que o Teresinha entenda que processo de licitação precisa ser resolvido para ontem e que esses trabalhadores aqui não aguentam mais”, afirmou.
A denúncia ocorre em meio à transição dos serviços de coleta de lixo na capital, com a entrada da Litucera e da Sustentare. Jonatas cobrou que as novas empresas garantam dignidade aos profissionais e afirmou que o sindicato continuará acompanhando a situação.
A Via Ambiental deve ser procurada para se manifestar sobre as pendências salariais e trabalhistas apontadas pelo sindicalista. O espaço permanece aberto para o posicionamento da empresa e da Prefeitura de Teresina sobre as denúncias.
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