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ALERTA AQUÁTICO

Afogamentos no litoral deixam um morto, um desaparecido e 8 resgatados com vida no Piauí

Uma pessoa morreu, um adolescente continua desaparecido e oito banhistas foram resgatados com vida

Por Redação

20 de outubro de 2026 às 11:47 ▪ Atualizado há 48 minutos

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  • Durante o feriado prolongado do Dia do Piauí, dez casos de afogamento ocorreram no litoral do estado.
  • Houve uma morte e um adolescente desaparecido, além de oito resgates com vida.
  • As praias de Atalaia e Peito de Moça foram as mais afetadas.
  • A falta de conhecimento sobre condições do mar contribuiu para os incidentes.
  • O Corpo de Bombeiros recomenda procurar guarda-vidas e respeitar sinalizações.
  • Orientações incluem não ingerir álcool antes de nadar e supervisionar crianças.
  • Em caso de afogamento, deve-se acionar socorro e não tentar resgates sem treinamento.
  • A prevenção e o respeito às orientações de segurança são essenciais para evitar tragédias.

Reprodução Litoral do Piauí
Litoral do Piauí

O litoral do Piauí registrou dez ocorrências de afogamento durante o fim de semana e o feriado prolongado do Dia do Piauí, entre sexta-feira (16) e segunda-feira (19). Os casos mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros em Luís Correia e terminaram com uma morte, um adolescente desaparecido e oito banhistas resgatados com vida.

Os episódios mais graves foram registrados nas praias de Atalaia e Peito de Moça. Na segunda-feira (19), Raimundo Alves de Lima Filho, de 61 anos, morreu após se afogar na Praia Peito de Moça. Ele foi retirado do mar e recebeu manobras de reanimação das equipes de socorro, mas não resistiu.

No domingo (18), um adolescente desapareceu após se afogar na Praia de Atalaia. Ele estava no mar com outros dois familiares quando os três passaram por uma situação de afogamento. Os outros dois foram retirados da água com vida, enquanto o jovem submergiu e não foi localizado.

As buscas foram retomadas na manhã desta terça-feira (20), com equipes concentradas nas proximidades do local do desaparecimento. As condições do vento e das marés são fatores considerados pelos bombeiros durante os trabalhos.

Correnteza e falta de conhecimento aumentam os riscos

Segundo o Corpo de Bombeiros parte das ocorrências está relacionada à falta de conhecimento dos banhistas sobre as condições do mar. Em locais mais profundos, pessoas que não sabem nadar ou não conhecem a região podem entrar em pânico quando perdem o apoio dos pés no fundo.

O Corpo de Bombeiros também alertou para áreas conhecidas como valões, onde a formação de buracos e correntes pode colocar os banhistas em risco. Por isso, a orientação é procurar os guarda-vidas antes de entrar na água e respeitar as áreas sinalizadas como perigosas.

Como evitar afogamentos nas praias?

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) recomenda que os banhistas permaneçam perto de postos de guarda-vidas e perguntem quais trechos são seguros para o banho. Também é importante obedecer às bandeiras e placas de sinalização e evitar entrar no mar em locais desconhecidos, próximos a pedras ou com correnteza forte.

Quem não conhece as condições da praia deve permanecer em áreas rasas, sem ultrapassar a própria capacidade de natação. O consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar na água também deve ser evitado, pois prejudica os reflexos e a percepção dos riscos.

Outro cuidado fundamental é não confiar exclusivamente em boias infláveis, bolas ou pranchas como equipamentos de segurança. Esses objetos podem ser levados pelo vento ou pela correnteza e não substituem um colete salva-vidas.

Crianças precisam de supervisão constante e próxima de um adulto responsável. Mesmo em locais aparentemente tranquilos, ondas e mudanças na profundidade podem provocar acidentes rapidamente.

O que fazer ao perceber alguém se afogando?

A orientação dos bombeiros é não entrar na água para tentar salvar outra pessoa sem treinamento. A tentativa de resgate por alguém sem preparo pode resultar em mais vítimas.

O recomendado é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, alertar os guarda-vidas e, se for possível sem colocar ninguém em risco, lançar à vítima um objeto flutuante ou uma corda.

Se for arrastado por uma corrente de retorno, o banhista deve evitar lutar contra a força da água, tentar manter a calma, flutuar e sinalizar por socorro.

As ocorrências registradas durante o feriadão reforçam a importância da prevenção. A presença de equipes de salvamento ajuda a reduzir os riscos, mas respeitar as orientações de segurança é indispensável para evitar novas tragédias no litoral piauiense.

Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBMEPI)