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COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

Em seis anos 500 pessoas foram resgatadas de trabalho escravo no Piauí

Ministério Público do Trabalho do Piauí alerta que a exploração muitas vezes ocorre de forma invisível e reforça a importância das denúncias anônimas

Da redação

Quarta - 28/01/2026 às 08:30



Foto: Divulgação Trabalhadores são resgatados em situação de trabalho escravo em Currais e Palmeira
Trabalhadores são resgatados em situação de trabalho escravo em Currais e Palmeira

O trabalho escravo contemporâneo segue sendo um grave problema social no Piauí. Somente nos últimos seis anos, cerca de 500 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão no estado. A prática, muitas vezes silenciosa, provoca danos profundos à dignidade humana e aos direitos trabalhistas.

Segundo o procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), a exploração nem sempre é facilmente identificada.

 O trabalho escravo ainda é uma realidade no Brasil e no Piauí. Muitas vezes ocorre de forma invisível, mas com consequências devastadoras para as vítimas. Por isso, é fundamental que toda a sociedade esteja atenta e denuncie.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que, nos últimos 30 anos, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados em todo o Brasil de situações análogas à escravidão.

O procurador explica que, em muitos casos, os próprios trabalhadores não reconhecem que estão sendo explorados. “Há quem pense que trabalho escravo só existe quando há restrição de liberdade. No entanto, o mais comum são condições degradantes, como alojamentos precários, ambientes insalubres, salários baixos e violação de direitos trabalhistas”, afirmou.

O Ministério Público do Trabalho reforça que o apoio da população é essencial no combate a esse crime. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, garantindo a proteção do denunciante.

CANAIS DE DENÚNCIA:

📍 Presencialmente: em qualquer unidade do Ministério Público do Trabalho no Piauí, localizadas em Teresina, Picos e Bom Jesus

🌐 Pela internet: www.prt22.mpt.mp.br

📱 WhatsApp: (86) 99544-7488

Fonte: Com informações MPT-PI

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