
No julgamento do caso Janaína Bezerra, a advogada Florence Rosa não poupou críticas ao comportamento de Thiago Mayson da Silva Barbosa, o réu. Ele é acusado de assassinar Janaína durante uma calourada em janeiro deste ano. Além disso, enfrenta acusações de estupro, fraude processual e vilipêndio a cadáver (violência sexual após a morte).
Florence Rosa descreveu o comportamento de Barbosa como "frio" e carente de empatia pelo ser humano, observando que esse comportamento se manifestou consistentemente em todas as etapas do processo. O réu alegou que a morte de Janaína foi um acidente, negando o crime. No entanto, a acusação apresentou uma simulação 3D que contradiz veementemente a versão do réu, usando evidências periciais para refutar suas alegações.
O julgamento, que começou após dois adiamentos, ocorreu em sigilo, por respeito à memória da vítima, dada a natureza do crime sexual. Vídeos e provas coletadas durante a investigação foram apresentados ao conselho de sentença, composto por quatro homens e três mulheres.
Fora do tribunal, os familiares de Janaína aguardam a conclusão do julgamento. A mãe da estudante de jornalismo expressou o desejo de que sua filha possa finalmente descansar.
Até o momento, duas testemunhas foram ouvidas: um segurança e um policial. Ambos desempenham papéis cruciais no caso, com o segurança sendo o primeiro a entrar em contato com Barbosa quando ele saía da sala de mestrado com Janaína no colo. O policial, por sua vez, teve contato com o corpo de Janaína no hospital após ser acionado.
O depoimento das testemunhas revelou que, inicialmente, Barbosa negou até mesmo conhecer Janaína, sugerindo que a encontrou no local após o crime, uma tentativa de distorcer os fatos, conforme destacou a advogada.
Além das testemunhas já ouvidas, um coordenador do mestrado, uma amiga de Janaína e uma pessoa que testemunhou Barbosa carregando a vítima também prestarão depoimento.
A advogada Florence Rosa defende uma condenação de 70 anos para Barbosa, considerando a gravidade dos crimes e as sólidas provas apresentadas. Barbosa é defendido por Ércio Quaresma Firpe, advogado que atuou na defesa do ex-goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio. Rosa ressalta que, dadas as evidências do caso, a Justiça não tem alternativa senão condenar o réu.
Fonte: Com informações da TV Cidade Verde