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REGRAS NO AVIÃO

Vai viajar de avião? Veja as regras para levar baterias e power banks

Carregadores portáteis e baterias de lítio sobressalentes devem ficar na bagagem de mão; equipamentos de maior capacidade podem depender de autorização da companhia aérea

Teresinha Ferreira

05 de setembro de 2026 às 10:10 ▪ Atualizado há 53 minutos


Divulgação Como levar baterias em avião
Como levar baterias em avião

Quem pretende viajar de avião levando power bank, bateria extra para celular, câmera, notebook, drone ou outro equipamento eletrônico precisa ficar atento às regras de segurança. O transporte inadequado de baterias de lítio pode fazer com que o equipamento seja barrado no embarque. As orientações ganharam ainda mais importância em 2026, após companhias aéreas adotarem novos procedimentos de segurança com base em diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Uma das principais regras é simples: power banks e baterias de lítio sobressalentes não devem ser colocados na bagagem despachada. Eles precisam ser transportados na bagagem de mão.

Quantos power banks podem ser levados?

Pelas regras divulgadas em 2026, cada passageiro pode transportar até dois power banks com capacidade de até 100 Wh, o equivalente, aproximadamente, a 27 mil mAh. Para equipamentos com capacidade superior a 100 Wh e de até 160 Wh, o passageiro precisa consultar previamente a empresa aérea. O transporte depende de autorização da companhia, que deve ser solicitada no balcão de check-in. Baterias acima de 160 Wh, em regra, não são permitidas como bagagem comum de passageiros e estão sujeitas às normas específicas para transporte de artigos perigosos. Por isso, antes de viajar, é importante conferir a capacidade indicada na própria bateria.

Power bank não vai na mala despachada

Outro cuidado fundamental envolve o local onde o equipamento será transportado. Power banks e baterias de lítio sobressalentes devem permanecer na bagagem de mão, onde podem ser rapidamente identificados e acessados caso apresentem superaquecimento, fumaça ou outro problema. Se a companhia aérea determinar, no portão de embarque, que a mala de mão seja despachada por falta de espaço na cabine, o passageiro deve retirar dela os power banks e as baterias sobressalentes antes do despacho.

Proteja os terminais da bateria

As baterias extras precisam ser protegidas contra curto-circuito. A recomendação é mantê-las na embalagem original ou utilizar estojo ou bolsa de proteção individual. Outra possibilidade é proteger os terminais expostos com fita isolante apropriada. O objetivo é impedir que objetos metálicos, como moedas e chaves, entrem em contato com os terminais e provoquem curto-circuito.

Pode usar power bank durante o voo?

O passageiro também deve observar as regras da companhia aérea sobre a utilização do equipamento dentro da aeronave. Orientação de segurança da ANAC recomenda que carregadores portáteis não sejam utilizados para carregar dispositivos eletrônicos durante o voo e que sejam mantidos em local onde possam ser monitorados pelo passageiro. Se uma bateria começar a aquecer excessivamente, inchar, produzir fumaça ou apresentar qualquer comportamento anormal, a tripulação deve ser avisada imediatamente.

Celular e notebook seguem a mesma regra?

Existe diferença entre uma bateria instalada em um aparelho e uma bateria sobressalente. Celulares, notebooks, tablets, câmeras e outros dispositivos com a bateria instalada podem ser transportados de acordo com as condições estabelecidas para equipamentos eletrônicos. Quando um aparelho de maior porte com bateria precisar ser colocado na bagagem despachada, a orientação é que esteja completamente desligado, protegido contra acionamento acidental e contra danos. Já uma bateria de lítio avulsa ou sobressalente deve permanecer na bagagem de mão.

E baterias de drones e câmeras?

Baterias extras utilizadas em drones, câmeras fotográficas e equipamentos de filmagem estão sujeitas aos mesmos limites de capacidade. Até 100 Wh, normalmente podem ser transportadas na cabine, respeitando os limites aplicáveis. Entre 100 Wh e 160 Wh, é necessária autorização da empresa aérea. O passageiro deve verificar ainda se a companhia possui regras adicionais para o equipamento que será transportado.

Como saber quantos Wh tem a bateria?

A informação normalmente aparece na etiqueta do equipamento como Wh (watt-hora). Quando a bateria informa apenas a capacidade em mAh e a tensão em volts, é possível fazer o cálculo:

Wh = (mAh ÷ 1.000) × V

Por exemplo, um power bank de 20.000 mAh com tensão nominal de 3,7 V possui aproximadamente:

20 × 3,7 = 74 Wh

Portanto, estaria abaixo do limite de 100 Wh. É importante utilizar a tensão nominal indicada pelo fabricante na bateria para fazer o cálculo.

Confira antes de chegar ao aeroporto

Como as empresas aéreas podem estabelecer procedimentos adicionais de segurança, a recomendação é consultar a companhia antes da viagem, principalmente quando se tratar de baterias de alta capacidade, equipamentos profissionais, drones, equipamentos médicos ou dispositivos de mobilidade. O passageiro também deve evitar viajar com baterias danificadas, deformadas ou apresentando sinais de superaquecimento. As restrições existem porque baterias de lítio podem sofrer um fenômeno conhecido como fuga térmica, capaz de provocar calor intenso, fumaça e incêndio.

RESUMO DAS REGRAS

Power bank até 100 Wh: permitido na bagagem de mão, observadas as regras da empresa aérea.

Quantidade: até dois equipamentos, conforme orientação divulgada em 2026.

De 100 Wh a 160 Wh: exige autorização prévia da companhia aérea.

Acima de 160 Wh: não é permitido como bagagem comum de passageiro, salvo situações sujeitas a regulamentação específica.

Power bank na mala despachada: não.

Bateria de lítio sobressalente na mala despachada: não.

Terminais: devem estar protegidos contra curto-circuito.

Mala de mão despachada no portão: retire power banks e baterias sobressalentes antes de entregá-la.

Fonte: ANAC