TECNOLOGIA ELEITORAL
Teresinha Ferreira
03 de outubro de 2026 às 09:10 ▪ Atualizado há 1 hora
Em 2026, a urna eletrônica completa 30 anos de revolução nas eleições brasileiras. Desde sua introdução, ela trouxe agilidade e segurança ao processo eleitoral, substituindo as cédulas de papel que eram suscetíveis a fraudes. A apuração manual, que demorava dias para ser concluída, deu lugar a um sistema eletrônico que divulga resultados no mesmo dia.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que o Brasil é um exemplo internacional ao utilizar a urna eletrônica com sucesso. A tecnologia foi desenvolvida em 1995 com a colaboração de especialistas das Forças Armadas e dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e das Comunicações, estreando nas eleições municipais de 1996.
Desde 2000, todas as votações são realizadas eletronicamente, e o sistema passou por melhorias contínuas, incluindo a exibição das fotos dos candidatos em 1998 e a introdução de identificação biométrica em 2006. Em 2022, a capacidade de processamento das urnas aumentou em 18 vezes, adicionando telas sensíveis ao toque.
Este ano, a urna trará novas funcionalidades, como intérprete de Libras e barra de progresso de votação. Tais inovações ocorrem enquanto se mantém o rigor de segurança. Em 2025, o TSE abriu os códigos-fonte para inspeção pública, reafirmando a transparência e a segurança no processo eleitoral.
Segundo o TSE, a urna não está conectada à internet, eliminando riscos de ataques cibernéticos. Após o término da votação, os dados são criptografados e transmitidos em uma rede segura. Nos 30 anos de uso, não há registros de fraudes comprovadas.
Além do Brasil, mais de 34 países já experimentaram sistemas eletrônicos de votação, com 17 utilizando urnas eletrônicas, como ocorre em partes dos Estados Unidos e na Índia.
Fonte: Agência Brasil